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UNITA quer pacote autárquico aprovado em Março

O presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, insistiu que não existem motivos para adiar as eleições autárquicas, e que a Assembleia Nacional tem condições para aprovar o pacote legislativo em Março.

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“Se nós aprovarmos o pacote até Março, [temos] Maio, Junho, Julho e o registo [eleitoral] terminou. Temos motivo para adiar as eleições autárquicas?”, perguntou o líder da UNITA dirigindo-se aos militantes e simpatizantes que encheram uma rua do centro de Luanda para celebrar o início da actividade política deste ano do partido.

Para o dirigente do partido do Galo Negro o governo deve “abraçar a transparência”, actualizando os registos eleitorais e não com os “registos que criaram polémica “criando motivos de contestação”. A UNITA, avisou, “vai pedir responsabilidades”

Aludindo ao MPLA, que ao contrário da UNITA defende o gradualismo nas eleições autárquicas, Adalberto da Costa Júnior considerou que “há quem tenha medo das autárquicas por causa da perda de direitos acumulados todos estes anos”

Pouco passava das 14h30 locais deste Sábado quando o presidente subiu ao pódio, onde outros dirigentes e jornalistas já se acotovelavam procurando o melhor lugar, para expressar as prioridades da UNITA para este ano, num discurso onde piscou o olho aos jovens e às mulheres cujo défice na política considerou ainda “um desafio”.

Neste início da actividade política da UNITA em 2020, Adalberto falou sobre as suas visitas às diferentes províncias do país no ano passado, garantindo aos angolanos: “Não vos vamos defraudar, não vos vamos deixar mal”.

E relatou o seu quase-encontro recente com o Presidente João Lourenço, no Lobito (Benguela), salientando que “é bom que o Presidente pedale junto do povo”, mas não deve pôr em causa a rotina dos cidadãos fechando as ruas por onde vai passar. “É importante descer ao povo, estar próximo, mas é preciso perder o medo”, exortou.

Adalberto da Costa Júnior considerou que há excesso de poder atribuído ao Presidente e que os poderes das instituições devem ser resgatados.

Lembrando que a nova governação tem “feito tudo para mostrar diferença em relação à anterior” [de José Eduardo dos Santos], pediu seriedade e “cumprimento dos compromissos”, mas também reformas institucionais profundas para sair da crise, sublinhando que o país vai no seu quarto ano de recessão.

O líder da UNITA, que falou durante cerca de uma hora, apresentou também a equipa de dirigentes em Luanda, liderada pelo secretário provincial, Manuel Ekuikui, pedindo “dedicação e trabalho de proximidade” para que estejam próximos do povo e conheçam o seu sofrimento.

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