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Africell faz primeira chamada em Angola e quer chegar aos seis milhões de clientes

A Africell, quarto operador móvel nacional, faz esta Quinta-feira a sua primeira chamada em Angola, prevendo lançar os serviços comerciais em Fevereiro de 2022 e atingir seis milhões de clientes, disse à Lusa o responsável da empresa.

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Em entrevista à Lusa, o presidente executivo da Africell Angola, Chris Lundh afirmou ainda que depois de Luanda, a Africell que chegar a Lubango, Benguela e Lobito já no decorrer do próximo ano.

"Os nossos serviços comerciais estarão plenamente operacionais em Fevereiro de 2022", indicou o CEO da empresa de telecomunicações, que já investiu mais de 100 milhões de dólares em Angola.

Um montante que deverá continuar a aumentar no próximo ano, já que a empresa pretende construir mais torres de rede móvel, sobretudo no primeiro semestre de 2022, e espera estender as operações a outras três cidades (Lubango, Benguela e Lobito), no final do segundo trimestre, um investimento "considerável" que poderá chegar aos 150 milhões de dólares.

Chris Lundh destacou que a rede da operadora tem capacidade para seis milhões de clientes e que este é um número "escalável". "Temos a expectativa de atingir esse número e, preferencialmente, mais já que a rede pode ser facilmente expandida quase até ao infinito em termos do número de assinantes, quer de voz quer de dados", realçou.

O responsável da Africell assinalou a empresa aposta fortemente nos serviços de dados, à qual dedica grande empenho comercial , apostando em melhores níveis de qualidade e descida de preços para vencer a concorrência, sobretudo o principal operador, a Unitel, olhando tanto para o mercado de massas, como para o segmente empresarial, cujos clientes "não estão bem servidos".

Quanto à partilha de infraestruturas, Chrish Lundh admite alterações ao plano inicial que previa "um alto grau de partilha, tal como a lei prevê", mas a Africell encontrou "infelizmente, outra realidade".

"Não estamos a conseguir fazer a partilha física ('colocate') dos nossos equipamentos nas torres dos outros operadores, pelo menos aqui em Luanda, tanto como desejaríamos. Temos conseguido fazer isso parcialmente", explicou o gestor, acrescentando que a empresa está a construir "centenas de torres em Luanda" porque não conseguiu fazer a partilha que desejava.

A Africell, que já conta com várias centenas de trabalhadores, espera vir a empregar até 2000 pessoas até meados do próximo ano, entre postos de trabalho directos e indirectos, segundo Chris Lundh que se declarou "agradavelmente surpreendido" com as competências encontradas no mercado nacional.

O CEO da Africell salientou que a operadora está focada na contratação do maior numero possível de mulheres , o que tem sido "desafiante", por exemplo no caso das engenharias, mas ainda assim "está a correr bem".

Quanto à tecnologia 5G, o objectivo é estar disponível até ao final do primeiro trimestre de 2022, tendo sido já encomendados os equipamentos que permitirão disponibilizar o serviço, direccionado para clientes com maior capacidade de compra.

A Africell foi a vencedora do concurso público internacional para a quarta licença universal de comunicações móveis em Angola, lançado pelo Governo com o objectivo de reformar o sector e de contribuir para o maior desenvolvimento da sua economia.

A operadora prometeu uma rede móvel de alta velocidade e centrada em dados e telemóveis 'smartphone' sofisticados a preços acessíveis, à semelhança do que faz no Uganda, Serra Leoa, Gâmbia e República Democrática do Congo, onde tem uma base estimada de 12 milhões de clientes.

O grupo, de capital norte-americano, mas gerido a partir de Londres, prometeu investir "várias centenas de milhões de dólares" em infraestruturas e serviços e estima que nos próximos cinco anos sejam criados 6500 postos de trabalho em Angola.

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