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Saúde

Pelo menos 20 por cento dos profissionais de saúde do HGL testaram positivo à covid-19

Cerca de 20 por cento dos profissionais do Hospital Geral de Luanda (HGL), entre médicos e enfermeiros, testaram positivo à covid-19 e a sua ausência está a criar “sérios constrangimentos” no atendimento aos pacientes, disse esta Quarta-feira o director-geral da instituição.

: Israel Campos (VOA)
Israel Campos (VOA)  

Segundo Bernabé Lemos, em declarações à Rádio Luanda, os profissionais afectados estão em repouso médico e a situação está a criar vários transtornos à unidade hospitalar, particularmente com o aumento de casos da variante Ómicron.

"Estamos a ter algumas cautelas para não poder desfalcar a instituição numa fase como esta em que até há pressão por causa da procura dos nossos serviços, recebemos gente de toda a Luanda", disse à radio estatal.

Um surto de gripe e irritações na garganta lideram as ocorrências nas unidades hospitalares em Angola, sobretudo em Luanda onde grande parte dos pacientes com esses sintomas está a testar positivo ao coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença covid-19.

Bernabé Lemos referiu que a ausência dos profissionais está a desfalcar as equipas locais: "Portanto, está a ser um momento muito difícil para este hospital com a gestão dos recursos humanos e manutenção das equipas", realçou.

"Porque se já temos pessoal insuficiente, já temos défice, mas esta situação em que os profissionais vão compulsivamente para casa porque têm casos positivos, então estamos a fazer tudo para através de colaboradores e voluntários poder reforçar o pessoal e fazer face à demanda", frisou.

O Hospital Geral de Luanda, localizado no município do Kilamba Kiaxi, é uma das maiores unidades hospitalares da capital.

As autoridades angolanas iniciaram na segunda-feira, em Luanda, que regista nos últimos dias aumento de novos casos, uma megacampanha de testagem à covid-19 após detectaram a circulação da variante Ómicron.