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Blocos petrolíferos do Namibe já têm investidores interessados na exploração

Os 10 blocos petrolíferos do Namibe já têm alguns investidores interessados em avançar com a sua exploração, segundo revelou esta Quarta-feira a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG).

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Hélder Lombo, responsável do Departamento de Negociações da ANPG, fez saber já foram apresentadas seis propostas para contratos de partilha, produção e negociação directa dos blocos.

Segundo o responsável, a Sonangol Pesquisa e Produção apresentou uma proposta para o bloco 27, a ENI com a empresa Tip Top mostrou interesse em explorar o bloco 28 e a Total, através de um consórcio formado pela Equinor, Petronas e Sonangol, Pesquisa e Produção, apresentou uma proposta para o bloco 29.

Citado pela Angop, Hélder Lombo, que falava durante uma acção de capacitação de jornalistas sobre licitações, que decorreu esta Quarta-feira por vídeo-conferência, informou também que a Exxonmobil, através de negociação directa, já assinou contratos para explorar os blocos 30, 44 e 45.

No âmbito da estratégia geral de atribuição de concessões petrolíferas para 2019/2025, a ANPG tem nas suas mãos um total de 56 blocos para avançar com licitação.

Nos planos da ANPG, para este ano, estava a abertura do concurso público para os blocos da bacia terrestres do Congo e Kwanza. Contudo, o concurso teve de ser colocado em pausa devido à pandemia de covid-19, mas também devido a questões técnicas que dizem respeito ao diploma publicado em 2019 que proíbe a realização de actividades em reservas nacionais do país.

Uma vez que alguns dos blocos desta bacia terrestre ficam localizados dentro ou nos limites de reservas naturais, não é possível, para já, avançar com a sua exploração. Por essa razão, a ANPG está a tentar encontrar uma solução para resolver este impasse.

"Até à presente dada o concurso não foi publicado, mas está em bom caminho e a qualquer momento irá decorrer licitação", indicou Kialunga Martins, também responsável do grupo de negociação da ANGP. No entanto, o responsável não revelou o que está a ser feito para contornar o problema.

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