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Kinguilas substituem caixas automáticas e cobram 10 por cento por cada levantamento

As longas filas de acesso aos multicaixas para levantar dinheiro, a falta de notas e a inoperacionalidade de algumas máquinas de pagamento automáticas é para muitos uma frustração. No entanto, há quem veja nestes problemas uma oportunidade de negócio: pessoas detentoras de terminais de pagamento automático (TPA) de vários bairros da capital têm estado a dar, mediante o pagamento de uma taxa de 10 por cento, notas de kwanzas aos clientes dos bancos comerciais que estão a ter dificuldades em levantar dinheiro.

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Segundo o Expansão, estes 'prestadores de serviços' informais instalaram-se à porta de vários bancos, estando a funcionar como um multicaixa.

Qualquer um pode recorrer aos serviços dos kinguilas, que cobram uma taxa de 10 por cento do valor total que as pessoas querem levantar. Por exemplo, a cada 1000 kwanzas levantadas, são cobrados 100 kwanzas (o que corresponde à taxa de 10 por cento).

Um dos kinguilas, em declarações ao mesmo jornal, disse que ninguém se queixa da taxa cobrada: "Ninguém se queixa porque os 10 por cento são dados antes de o cliente passar o cartão no TPA. Só estamos a cobrar, porque o banco também nos tem cobrado por cada operação que realizamos e pelo papel que gastamos", explicou.

Quanto à falta de notas, os bancos comerciais empurraram as culpas para o Banco Nacional de Angola (BNA). Contactados pelo Expansão, os bancos explicaram que o BNA colocou no mercado notas que já não estavam separadas por valor facial, tamanho e ano no sistema informático que suporta os ATMs de alguns bancos.

Por essa razão, os bancos tiveram de disponibilizar notas do banco central do balcão, provocando assim uma falta de notas nas máquinas.

Fonte do BIC, citada pelo mesmo jornal, disse que os seus ATMs registaram alguns problemas com as novas notas de kwanzas, mas afastou a hipótese de os aglomerados estarem a acontecer devido à falta de liquidez.

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