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Educação

Inscrições abertas para preencher 7500 vagas no sector da Educação

Anunciado recentemente pelos meios governamentais, o concurso público para o sector da educação em Luanda tem já as inscrições abertas por todo o território nacional, decorrendo durante 20 dias úteis.

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Iniciadas esta Segunda-feira, as inscrições visam um processo de selecção de 7500 educadores de infância, professores primários e secundários.

O Ministério da Educação conta actualmente com 206.624 professores, para "garantir o processo de ensino e aprendizagem", refere a Angop.

No entanto, e de acordo com os dados disponibilizados pelo ministério, os subsistemas de ensino Pré-escolar, Geral, Formação de Professores, Técnico Profissional e Educação de Adultos têm um défice na ordem dos 40 mil professores.

Recorde-se que em 2018 o Executivo disponibilizou 20 mil vagas, mas foram aprovados apenas 18.650 candidatos, tendo ficado quase 1500 lugares por preencher.

A propósito desta realidade, Pacheco Francisco, secretário de Estado para o Ensino Pré-escolar e Primário, destacou a necessidade do rigor no processo de selecção, de forma a evitar a admissão de quadros sem a qualificação desejada.

"O tempo de se admitir por admitir, sem rigor, ficou para trás. Devemos evitar a admissão de candidatos que não fazem falta a província, priorizando as reais necessidades", afirmou o responsável, citado pela Angop.

Para um acesso válido ao concurso, os candidatos devem ser cidadãos nacionais, tendo idade compreendida entre os 18 e os 35 anos de idade. Entre os requisitos está ainda a obrigatoriedade da formação média concluída nas escolas de Magistério, licenciatura nos institutos superiores de ciências da educação e/ou escolas superiores pedagógicas ou licenciatura em áreas técnicas para candidatos a professores de disciplinas técnicas no ensino médio.

De forma a poder contratar novos profissionais para o sector, o ministério viu a sua fatia do Orçamento de Estado reforçada em 2022, ficando com 21,7 por cento, tendo sido a despesa que mais cresceu, com um peso de 13,1 por cento na despesa fiscal primária.

A mais recente proposta de OGE prevê receitas e despesas avaliadas em 18,78 biliões de kwanzas, sendo a primeira vez num orçamento nacional que a Educação supera a Defesa em termos de disponibilização orçamental.

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