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Economia

Secretária de Estado afirma que tentarão “salvaguardar as prioridades de cada órgão no OGE 2022”

Aia Eza da Silva, secretária de Estado para o Orçamento e Investimento Público, afirmou que vão tentar salvaguardar as prioridades de cada órgão. Ao falar no âmbito de um encontro com os deputados das Comissões de Trabalhos Especializadas da Assembleia Nacional e os Órgãos de Defesa, Segurança e Ordem Interna, para definir as prioridades orçamentais destes sectores para o exercício financeiro do próximo ano, a responsável acrescentou que estão "disponíveis para dialogar com cada sector no sentido de se encontrar as melhores soluções".

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Durante o encontro, a secretária de Estado ouviu os assuntos e as sugestões apresentadas e no fim fez "um enquadramento do contexto atípico em que se insere o OGE do referido ano fiscal".

Citada numa nota disponibilizada no site do Ministério das Finanças, a responsável assegurou que "que apesar da escassez de verbas e da necessidade de racionalizar a despesa, tudo o que for possível será feito, no sentido de salvaguardar as prioridades de cada órgão", ainda que se esteja a viver "um contexto atípico face à pandemia de covid-19".

Fez ainda saber que estão "disponíveis para dialogar com cada sector no sentido de se encontrar as melhores soluções na resolução dos problemas que enfrentam relativamente às dotações orçamentais referentes ao ano económico de 2022".

Entre as várias questões levantadas, destaca-se a de Amélia Alexandre que questionou se "o OGE do próximo ano contempla uma verba para implementação do programa de recolha de dados biométricos, para o controlo dos cidadãos estrangeiros residentes ou não em Angola".

Por sua vez João Pinto sugeriu a criação de uma verba no âmbito do orçamento do Ministério da Defesa Nacional com o objetivo de estimular o sector da indústria militar, visando colmatar a fome e pobreza "no seio das forças armadas angolanas".

Destaque ainda para a intervenção de André Mendes de Carvalho que propôs uma "reformulação do sistema de Segurança de Estado, no sentido de torná-lo mais pequeno e funcional face à escassez de verbas que o país enfrenta".