Governador do banco central de Moçambique felicita Angola pelas reformas económicas

O governador do Banco de Moçambique encorajou, em Luanda, Angola a prosseguir as suas reformas políticas e económicas, o que classificou como um "caminho importante para o bem-estar de todos".
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Rogério Zandamela, que chegou Segunda-feira ao país para uma visita de trabalho, com vista à troca de experiências, foi comentador na cerimónia de apresentação do Relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) sobre as Perspectivas Económicas Regionais da África Subsaariana.

O responsável felicitou o Governo, em particular o Banco Nacional de Angola (BNA), "por ter abraçado essa agenda de reformas, que vai permitir Angola ter um país com uma economia mais diversificada, inclusiva, eficiente, produtiva, que gera emprego, rendas, para a maioria da sua população".

"Requer muita coragem. Há interesses já cristalizados e esse processo de reforma requer coragem para ir contra esses interesses, pode ser perigoso", alertou o governador do banco central moçambicano.

Segundo Rogério Zandamela, que durante cerca de 30 anos trabalhou para o FMI, antes de ter regressado a Moçambique, em 2016, as reformas mexem com hábitos, estilos de vida das pessoas, que se veem assustadas com a mudança de paradigma.

"Começam a tremer e procuram culpados. Isso acontece em todo o lado, nos países que querem reformar as suas economias", referiu.

O governador do banco central de Moçambique considerou ser apenas "o início de uma caminhada longa, importante, que tem que ser acompanhada continuamente”. "Não há espaço para voltar atrás, porque voltando atrás as coisas podem acabar sendo piores do que aquilo que elas estavam. É esse o caminho, começaram, continuem. A persistência nas reformas é importante para o bem-estar de todos", sublinhou.

Em declarações à imprensa, Rogério Zandamela considerou Angola um exemplo de boa governação para Moçambique. "Estamos acompanhando de muito perto o que está sendo feito, são reformas muito corajosas e como tal merecem a nossa saudação. Temos muito a aprender com Angola nessa área", disse.

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