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Ordem dos Médicos considera inválida destituição da Bastonária

A Ordem dos Médicos de Angola anunciou que vai responsabilizar os membros que estão a desestabilizar a instituição e apelou a quem não se revê na actual liderança que encontre, no quadro legal, meios para resolução do litígio.

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Por via do seu gabinete jurídico, a Ordem dos Médicos de Angola considerou inválida a assembleia realizada, Sábado, na qual supostamente terá sido destituída do cargo a bastonária da ordem, Elisa Gaspar e realça que a convocação da assembleia pelo Conselho Regional Norte violou os estatutos e foi realizada à revelia.

Num comunicado de imprensa a que agência Lusa teve acesso, a Ordem dos Médicos apelou aos associados que encontrem meios para a resolução dos litígios e falam em violação das normas.

Segundo os juristas, não foi respeitada a decisão da Ordem que determinava a suspensão da referida assembleia, porque o Conselho Regional Norte não tem legitimidade para deliberar matérias de âmbito nacional, tendo ainda em conta que os associados de Cabinda, Zaire, Uíje e Bengo, que também compõem a referida região, não participaram no acto.

O gabinete jurídico sublinha que não foram igualmente clarificados os elementos de prova que justificassem a gestão danosa.

“Em suma, a bastonária da Ordem dos Médicos de Angola continuará no exercício efectivo das suas funções até ao final do seu mandato pela qual foi eleita democraticamente”, refere o documento.

O Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos aprovou Sábado, em assembleia-geral extraordinária, a destituição da bastonária Elisa Gaspar, devendo ser promovidas novas eleições em 90 dias.

De acordo com a deliberação aprovada no final da assembleia-geral extraordinária e lida por Arlete Luyele, presidente do Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos, além da destituição foi também decidido criar uma comissão de inquérito para analisar as irregularidades e promover uma auditoria independente.

Elisa Gaspar, há mais de um ano no cargo de bastonária da Ordem dos Médicos, é acusada de “descaminho de fundos e gestão danosa” da instituição, entre os quais um alegado desvio de 19 milhões de kwanzas, e de “outros gastos injustificados”, o que levou à convocação da assembleia-geral extraordinária, cujo ponto único era a destituição da bastonária.

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