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Ordem dos Médicos diz que bastonária continua em funções

A direcção da Ordem dos Médicos de Angola (Ormed) anunciou que a bastonária “continua em funções até ao final do seu mandato” e considera a sua eventual destituição uma “tentativa de manipulação da opinião pública”.

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Numa nota de esclarecimento enviada à Lusa, o gabinete de comunicação institucional da Ormed diz que tomou conhecimento da suposta destituição da sua bastonária, Elisa Gaspar, por via da comunicação social.

O Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos de Angola aprovou no Sábado, em assembleia-geral extraordinária, a destituição da bastonária Elisa Gaspar, devendo ser promovidas novas eleições em 90 dias.

De acordo com a deliberação aprovada no final da assembleia-geral extraordinária e lida por Arlete Luyele, presidente do Conselho Regional Norte da Ordem dos Médicos, além da destituição foi também decidido criar uma comissão de inquérito para analisar as irregularidades e promover uma auditoria independente.

Elisa Gaspar, há mais de um ano no cargo de bastonária da Ormed, é acusada de "descaminho de fundos e gestão danosa" da instituição, entre os quais um alegado desvio de 19 milhões de kwanzas, e de "outros gastos injustificados", o que levou à convocação da assembleia-geral extraordinária cujo ponto único era a destituição da bastonária.

Segundo a nota da Ormed, a médica Elisa Gaspar foi "eleita democraticamente" para um mandato de três anos e as informações que têm sido publicadas "não passam de uma tentativa de manipulação da opinião pública" para "desvalorizar as reformas em curso" na Ordem.

"Tranquilizamos os nossos associados que a bastonária da Ordem dos Médicos de Angola continua em suas funções até ao final do seu mandato", lê-se no documento.

Contactada pela Lusa, Elisa Gaspar, que tem negado todas as acusações, não aceitou gravar entrevista afirmando que "não tinha nada para dizer" e estava fora de Luanda a resolver problemas familiares.

A assembleia extraordinária decidiu também criar uma comissão de inquérito que terá a responsabilidade de analisar as não-conformidades apresentadas e realizar uma auditoria independente por órgão externo às contas da Ordem.

Na altura em que foi convocada a assembleia, em Setembro, associados manifestam o seu desagrado com o desempenho de Elisa Gaspar que se agudizou "com as recentes ocorrências", como o não-alinhamento com os interesses da classe, falta de transparência na gestão dos recursos da Ordem e na apresentação das contas, e denúncias de má gestão financeira.

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