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Governo admite ruptura de testes à covid-19, mas garante reposição na Sexta-feira

A ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, admitiu esta Quinta-feira uma ruptura temporária no ‘stock’ de testes serológicos, que obrigou a cancelar voos domésticos, mas garantiu que será reposto na Sexta-feira.

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Questionada sobre a escassez de testes à chegada à Assembleia Nacional, para a sessão solene de abertura do ano parlamentar, que será marcada pelo discurso do Presidente João Lourenço sobre o Estado da Nação, a ministra confirmou que "houve um pequeno interregno" de dois dias no que diz respeito à oferta de testes serológicos que avaliam a exposição ao coronavírus.

Silvia Lutucuta justificou o problema com as ligações aéreas, mas afirmou que chegarão mais testes ao país na Sexta-feira.

"[Os testes] são adquiridos no mercado internacional, que é bastante competitivo, mas nós temos tudo feito para não faltarem. Desta vez o que aconteceu foi um problema de transição, de uma rota para outra, mas amanhã de manhã já estão cá em Angola", frisou.

A governante destacou que a covid-19 representa "um desafio mundial" e não só em Angola e afirmou que "será resolvida" a insuficiência de testes também noutras províncias.

Sílvia Lutucuta afirmou ainda que o país tem aumentado a capacidade de testagem através de RT-PCR (testes com base molecular).

A falta de testes serológicos obrigou a companhia TAAG a cancelar, pelo menos, um voo na Segunda-feira, com destino a Cabinda.

De acordo com o último diploma que actualizou as medidas excepcionais e temporárias durante a situação de calamidade pública, em vigor até 7 de Novembro, os passageiros terão de apresentar um teste pré-embarque de covid-19 com resultado negativo.

Para embarque nos voos internacionais de e para Angola é obrigatória a apresentação de teste RT-PCR com resultado negativo, efectuado nas 72 horas anteriores a viagem, enquanto nos voos domésticos é exigida a apresentação de teste serológico.

A escassez de testes para despistar a covid-19 condicionou também a cobertura do ano parlamentar na Assembleia Nacional de Angola, deixando fora do plenário vários órgãos de comunicação social, já que a testagem dos jornalistas seria também obrigatória.

Angola tem 6846 casos positivos da covid-19, dos quais 227 óbitos.

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