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ENSA regressa aos lucros com aumento de 150 por cento no resultado líquido

Até Junho deste ano, a seguradora pública ENSA - em processo de privatização - obteve 1,68 mil milhões de kwanzas em lucros. Este crescimento representa um aumento de 150 por cento face aos 667 milhões de kwanzas registados no primeiro semestre de 2019.

: Nelson Malamba/Angop
Nelson Malamba/Angop  

"A seguradora ENSA – Seguros de Angola regressou aos lucros com um resultado líquido de 1,68 mil milhões de kwanzas no semestre findo a 30 de Junho, um aumento de 150 por cento", pode ler-se num comunicado remetido ao VerAngola.

De acordo com o documento, os resultados reflectem um crescimento de 33 por cento do volume de prémios, para 53 mil milhões de kwanzas, "apesar de menos apólices novas, fruto da crise económica provocada pela pandemia".

Carlos Duarte, presidente do Conselho de Administração da seguradora, citado no documento, sublinha que estes resultados "são já reflexo do Plano Estratégico 2020-2022 e das suas medidas de saneamento financeiro".

"No segundo semestre manteremos como objectivo a melhoria destes resultados, uma maior capacitação dos nossos colaboradores e a preparação da ENSA para uma privatização bem-sucedida", assegurou Carlos Duarte, completando que "os impactos transversais da pandemia são enormes", mas afirmando que acredita que a seguradora está no bom caminho para reforçar a sua "solidez e sustentabilidade".

A nota dá ainda conta de que a seguradora continua a ter destaque no mercado com uma quota de 35 por cento, "sendo os seguros de saúde, acidentes de trabalho e automóvel aqueles que mais peso têm na carteira, sendo a seguradora líder nestes segmentos".

Houve uma quebra na taxa de sinistralidade, que passou de 44 por cento no ano passado para 33 por cento este ano. Registou-se ainda um aumento de um por cento dos custos com sinistros, explicado essencialmente pelo impacto da inflação, adianta o documento.

"Os custos técnicos aumentaram 20 por cento no semestre devido ao reforço das provisões e à abordagem mais conservadora da ENSA em relação às suas responsabilidades. Os custos operacionais aumentaram 19 por cento por influência da reestruturação em curso, prevendo-se ainda assim que em 2020 fiquem abaixo do ano anterior".

Quanto ao rácio de cobertura, as "provisões técnicas situam-se nos 130 por cento, fruto de um esforço para acautelar imparidades e provisões em antecipação dos efeitos do saneamento financeiro em execução do referido Plano Estratégico", completa a nota.

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