ACNUR quer concluir em seis semanas repatriamento de refugiados da RDCongo

O Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) em Angola espera concluir dentro de seis semanas o repatriamento voluntário organizado dos refugiados da República Democrática do Congo (RDCongo) instalados no centro do Lóvua, província da Lunda Norte.
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"O outro evento importante é o retorno organizado dos refugiados da RDCongo para o Cassai, que esperamos concluir em seis semanas daqueles que ainda permanecem em Angola. Já retornaram espontaneamente cerca de 14.000 e que estamos também a assistir lá na RDCongo", afirmou, em Luanda, Wellinton Carneiro, oficial sénior do ACNUR em Angola.

O Governo anunciou Quinta-feira que, a partir da próxima semana, tem início um novo processo de repatriamento voluntário organizado dos restantes 10.000 refugiados da República Democrática do Congo (RDCongo), instalados no centro de acolhimento do Lóvua.

"Dos mais de 36.000 refugiados que entraram, em Março de 2017, até ao mês passado [Setembro] contabilizavam-se no banco de dados cerca de 24.000 e desse número mais de 14.000 já regressaram de forma espontânea com todo o apoio do Governo angolano e a partir da próxima semana iniciaremos mais um processo de repatriamento voluntário", disse Alfredo Leite, consultor do gabinete do secretário de Estado para a Acção Social.

O processo de repatriamento voluntário organizado dos refugiados da RDCongo, que se encontram, desde 2017, no centro de acolhimento do Lóvua, decorre de um acordo tripartido assinado entre os Governos de Angola e da RDCongo, juntamente com o ACNUR.

Em Agosto passado, mais de 16.000 refugiados da província congolesa de Cassai manifestaram desejo de regressar ao seu país e milhares já regressaram "espontaneamente" ao seu país.

À margem da segunda conferência sobre a "Política Migratória e de Refugiados em Angola", realizada pela Rede de Protecção ao Migrante e Refugiado em Angola, Wellinton Carneiro assegurou que desta vez o repatriamento "será mais organizado".

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