Obras de António Ole e Cristiano Mangovo em leilão em Londres

Obras dos angolanos António Ole e Cristiano Mangovo estão entre os lotes do leilão de Arte Moderna e Contemporânea Africana da Stotheby's, a 15 de Outubro, em Londres.
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A celebrar este ano 50 anos de carreira, António Ole tem presentes dois quadros, "Rakung", de 2017, avaliado entre 12.000 e 18.000 libras (14,8 mil e 22,2 mil dólares), e "Conversa Interrompida", de 2017, de valor estimado entre 4000 e 6000 libras (4,9 mil e 7,3 mil dólares).

Natural de Luanda, onde nasceu em 1951, estudou cultura afro-americana e cinema na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e tem desenvolvido, ao longo da sua carreira, "um trabalho ecléctico com recurso ao desenho, pintura, colagem, instalação, fotografia, vídeo e cinema".

O artista tem como inspiração a arte tradicional "para desenvolver um discurso contemporâneo adequado ao seu tempo e circunstância", atravessando toda a sua obra "os diferentes modos de utilização das práticas expressivas clássicas africanas".

Em 2016, a Fundação Calouste Gulbenkian dedicou a Antonio Olé a retrospectiva "Luanda, Los Angeles, Lisboa", que esteve patente no Centro de Arte Moderna até Janeiro de 2007.

De Cristiano Mangovo estão para leilão dois quadros, "Zungueiras de Cana de Açúcar", "Dia de Felicidade", ambos de 2019 e avaliados, cada um, entre 5000 e 7000 libras (6,1 mil e 8,6 mil dólares).

Nascido na cidade de Cabinda, em Angola, em 1982, vive entre Lisboa e Luanda, é formado em pintura pela Faculdade de Belas Artes de Kinshasa (RDC) e tem formação adicional em cenografia urbana e 'performance'.

Em 2014, foi galardoado com o Prémio Mirella Antognoli pela Embaixada Italiana e pela Alliance Française, e com o prémio angolano ENSA Arte, que o levou à residência na Cité Internationale des Arts, em Paris, resultando numa exposição individual na capital francesa.

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