Taxa de mortalidade infantil deve baixar quase metade até 2050

O Instituto de Estudos e Segurança, na África do Sul, indicou num estudo, consultado pela Lusa, que a taxa de mortalidade infantil em Angola vai diminuir para quase metade da actual em 2050.
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De acordo com o relatório “O Caminho Actual: Angola Rumo ao ano 2050", elaborado pelo Programa Africano de Futuros e Inovação no escritório do Instituto de Estudos e Segurança (ISS, na sigla inglesa) de Pretória, a taxa de mortalidade infantil em Angola "diminuiu significativamente para cerca de pouco mais de 51 mortes" por cada mil nados vivos. 

Para os próximos anos, os dados apontam para “47 mortes em 2035 e cerca de 31 em 2050". 

“Embora ainda seja elevada em comparação com seu grupo de pares”, a taxa em Angola “diminuiu significativamente", com o país a registar uma "taxa de mortalidade materna de cerca de 452 mortes por 100 000 nascimentos, comparável a Eritreia e Moçambique".

O documento que integra variáveis geográficas, económicas, energia, infra-estruturas, saúde, educação, política, entre outras, baseadas no programa Futuros Internacionais (IFs, na sigla inglesa) foi apresentado na Terça-feira, em Luanda, pelo Centro de Estudos e Investigação Científica (CEIC) da Universidade Católica de Angola (UCAN) e o ISS.

Como Angola está nas "fases iniciais da transição demográfica", as taxas de mortalidade "continuam a ser elevadas", e as doenças transmissíveis ainda são a causa mais comum de morte, liderada por outras doenças transmissíveis”, infecções respiratórias, malária e diarreia.

A malária é a principal causa de mortes em Angola e o estudo refere que a doença "continua a ser a principal causa de morte entre as crianças", secundado pela diarreia causada por "uma falta generalizada de água potável e instalações sanitárias adequadas" e "um sistema de saúde pública ineficaz".

"Angola está a passar pela transição epidemiológica, onde as doenças não transmissíveis, tais como o cancro e a diabetes, substituem doenças transmissíveis, como a principal causa de morte", pode ler-se.

De acordo com o relatório, no caminho actual, prevê-se que a carga de doenças não transmissíveis vá ultrapassar a de doenças transmissíveis "antes dos meados do século", transição epidemiológica que "exigirá investimentos substanciais no sector de saúde".

Reduzir a taxa de mortalidade materna institucional de 239 em 2016 a 119 por 100.000 nados vivos em 2022, reduzir a taxa de mortalidade por malária a 10 por cento em 2022 são algumas das metas do Governo estabelecidas no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2018-2022.

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