País quer juntar médicos e farmacêuticos para apostar na medicina tradicional

O secretário para a Saúde Pública disse à Lusa que pretende juntar médicos e farmacêuticos para se definir um plano de acção que promova o desenvolvimento da medicina tradicional africana no país.
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As declarações de José Manuel Vieira Dias da Cunha foram realizadas à margem do Fórum de Cooperação Internacional de Medicina Tradicional Chinesa que começou em Macau e que reúne mais de 700 participantes do território, do interior da China, da Ásia, Europa e de países lusófonos. 

O governante afirmou que, depois do que viu em Macau, nomeadamente o Parque Científico e Industrial de Medicina Tradicional Chinesa, está a pensar em juntar “a Ordem dos Médicos com a associação dos médicos tradicionais (…), e mesmo a Ordem dos Farmacêuticos”. 

“Poderíamos tentar elaborar um plano de acção, com um cronograma bem definido, das acções que vamos de ter de realizar no sentido de desenvolvermos a medicina tradicional angolana e ver que tipo de cooperação podemos vir a ter com a medicina tradicional chinesa”, explicou o secretário de Estado.

O secretário de Estado sublinhou a importância de se apostar num maior aproveitamento das plantas autóctones para se desenvolver a medicina tradicional africana e para se produzir medicamentos de forma industrializada.

“Se formos bem-sucedidos a esse nível e se se provar a eficácia dos medicamentos, isso abre obviamente uma porta muito grande para a exportação”, argumentou.

“Está elaborado o plano estratégico de medicina tradicional e, provavelmente ainda antes deste ano acabar, será aprovado. (…) A partir daí vamos dar o pontapé de saída e todo o salto para o desenvolvimento da medicina tradicional no nosso país”, concluiu.

A estratégia de ‘exportação’ da Medicina Tradicional Chinesa para os países lusófonos, utilizando também Portugal como porta de entrada para a Europa, é encarada como um dos eixos centrais de actuação para 2019 pelas autoridades de Macau.

A aposta tem sido marcada por algum sucesso nos países africanos de língua portuguesa, sobretudo na formação de médicos e terapeutas, com Macau a definir um plano até ao final de 2019 que abrange a obtenção de licenças de comercialização de medicamentos.

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