PR aprova trabalhos adicionais no valor de 21,2 milhões na maior barragem do país

O Presidente aprovou uma adenda ao Contrato de Assistência Técnica e Fiscalização da Construção do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca para trabalhos adicionais em 30 meses, no valor de 21,2 milhões de dólares.
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Um despacho presidencial, de 22 de Agosto, a que agência Lusa teve acesso, refere que ao abrigo de outro Despacho Presidencial de 27 de Julho de 2013, foi autorizado ao Ministério da Energia e Águas a celebração com o consórcio constituído pelas empresas COBA – Consultores de Engenharia e Ambiente, S.A. e a Lahmeyer International GMBH, do Contrato do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca, a maior barragem do país.

O Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca, no rio Kwanza e localizado entre as províncias do Kwanza Norte e Malange, foi um investimento do Estado de 4,3 mil milhões de dólares, tornando-se a maior obra pública do país.

O despacho presidencial sublinha que é aprovada a adenda ao Contrato de Assistência Técnica e Fiscalização da Construção do Aproveitamento Hidroeléctrico de Laúca para a realização de trabalhos adicionais, que não são citados, a serem desenvolvidos durante o período de 30 meses, no valor em kwanzas equivalente a 21,25 milhões de dólares.

Nesse sentido, o despacho presidencial autoriza o ministro da Energia e Águas a praticar todos os atos decisórios e de aprovação da referida adenda e determina que o ministro das Finanças assegure a disponibilização dos recursos financeiros necessários à execução do projecto.

A barragem, inaugurada em 2017 pelo ex-Presidente José Eduardo dos Santos, é uma obra da construtora brasileira Odebrecht, que subcontratou várias empresas de origem portuguesa, casos da Somague Angola, Teixeira Duarte, Epos, Tecnosol e Ibergru, com mais de 250 trabalhadores.

A obra contou com financiamento da linha de crédito do Brasil e envolveu cerca de 9000 trabalhadores.

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