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João Lourenço reforça empenho na efectivação da zona de comércio livre

João Lourenço reforçou, esta Segunda-feira, o empenho dos dirigentes africanos em efectivar a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA). O Presidente sublinhou que a organização não foi criada “apenas pela vontade de criar”, mas sim porque os dirigentes pretendem “efectivamente mudar o estado actual das coisas” no continente.

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"Nós não criamos a organização apenas pela vontade de criar, mas porque queremos efectivamente mudar o actual estado de coisas no nosso continente, queremos ver os nossos países interligados, pelas mais diferentes formas de comunicação, como estradas, auto-estradas, linhas de caminho-de-ferro, bem como ligações marítimas e aéreas", afirmou o chefe de Estado, em conferência de imprensa conjunta com o Presidente do Gana, Nana Akufo-Addo.

Citado pela Angop, João Lourenço, que falava em Acra, capital do Gana, onde se encontra actualmente a realizar uma visita, adiantou que a concepção da ZCLCA teve em consideração a necessidade dos países africanos em tentarem encontrar respostas que auxiliem na execução das metas de desenvolvimento e avançou que na reunião com o seu homólogo, se concluiu que a efectivação da ZCLCA será longa, mas exequível, caso todos os países se envolvam no processo.

O Presidente aproveitou a ocasião para sublinhar que é importante "que não se mantenha o absurdo actual, de termos de viajar até a Europa, para visitar um país irmão do nosso próprio continente".

De acordo com João Lourenço, o continente "gaba-se de ser um dos pontos do mundo que tem as maiores reservas mundiais de recursos minerais", mas não se quer continuar a afirmar que são "potencialmente ricos" pretendendo-se "passar a ser, efectivamente, ricos".

"Isso só vai depende de nós, próprios africanos", acrescentou.

Para João Lourenço, a zona de comércio livre vai ajudar a permitir que se faça "a transição de exportadores de matérias-primas, para países que criam riqueza nas suas próprias terras".

Os dois presidentes, na conferência de imprensa, expressaram algumas inquietações quanto à segurança na região do Golfo da Guiné (do qual pertencem os dois países), que se trata de uma rota marítima internacional importante, escreve a Angop.

João Lourenço aproveitou ainda para agradecer o acolhimento por parte dos ganenses e destacou a maneira cordial de como se realizaram as reuniões.

Já o seu homólogo ganense, Nana Akufo-Addo, salientou a cooperação entre os dois países.

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