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Ramas petrolíferas angolanas afectadas por entrada do Irão melhoram no fim do segundo trimestre

O secretário de Estado para os Petróleos disse esta Quinta-feira, em Luanda, que Angola registou no primeiro e segundo trimestres deste ano diminuição da procura das ramas petrolíferas angolanas pela China, com a entrada das ramas iranianas, mas já recuperou.

: POOL New/Reuters
POOL New/Reuters  

Alexandre Barroso, que falava no final da apresentação dos resultados das exportações angolanas de petróleo e gás no segundo trimestre deste ano, referiu que houve uma redução da procura do petróleo angolano pelas refinarias chinesas, mas no final do segundo trimestre "já se recuperou".

"O preço médio das nossas ramas foi superior àquilo que se esperava e já não temos esta dificuldade em relação às ramas iranianas", disse Alexandre Barroso, sublinhando que a manutenção desta tendência "depende do mercado, que é dinâmico, é volátil".

"E vamos acompanhando o mercado e fazer tudo para que as nossas ramas tenham a aceitação necessária", frisou.

No segundo trimestre de 2021, o preço das ramas angolanas atingiu o mínimo de 60,62 dólares por barril e um máximo de 76,49 dólares por barril, tendo alcançado uma média trimestral de 68,62 dólares o barril.

As ramas angolanas verificaram um aumento de 11,25 por cento comparativamente ao trimestre anterior e 151,85 por cento em relação ao período homólogo de 2020, tendo sido as ramas mais comercializadas, no período em referência, Dália com 11,57 por cento, Mostarda com 10,77 por cento, e Nemba com 9,63 por cento, seguindo-se Cabinda e Girassol.

Relativamente aos esforços para travar o declínio na produção petrolífera do país, o secretário de Estado para os Petróleos sublinhou que estão a ser tomadas uma série de medidas, salientando que "não há uma solução única".

"É um conjunto de medidas que o Governo, mais concretamente o Ministério dos Recursos Minerais, Petróleos e Gás, e os seus parceiros estão a tomar. Passa primeiro por aumentarmos os números de sonda de perfuração, para podermos ter nova produção", disse.

Alexandre Barroso apontou ainda que existem também alguns planos de manutenção das instalações, que têm influenciado um pouco os atrasados na produção, contudo, por esta altura há já meios e programas prontos para se avançar com esta manutenção preventiva, "que vai permitir também uma melhoria substancial dos níveis de produção".

"Mas o principal é o que a Agência Nacional de Petróleo e Gás está a fazer, temos realmente que apostar mais na exploração e, portanto, vamos fazer licitações de novos blocos, já o fizemos em 2019, fizemos há pouco tempo para blocos 'onshore' e ainda este ano vai haver um novo concurso para blocos 'offshore'", garantiu.

Segundo o governante, "são essas acções que poderão realmente modificar a tendência decrescente dos níveis de produção que se assiste hoje", realçando que os programas de exploração são a médio e longo prazo.

"Desde o momento que se faz a adjudicação de uma determinada área até termos nova produção podem passar-se entre sete a 10 anos, a não ser que sejam campos maduros e já conhecidos, mas em novas áreas pode levar até este tempo para que se possa então ter nova produção", referiu.

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