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Isabel dos Santos sai da Unitel e fecha a porta a “clima de conflito permanente”

A empresária angolana Isabel dos Santos anunciou esta Terça-feira a sua saída voluntária do Conselho de Administração da Unitel, empresa à qual estava ligada há mais de duas décadas.

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"Após 20 anos dedicados à criação, ao desenvolvimento e ao sucesso da Unitel, optei por deixar o cargo de membro do conselho de administração da empresa", afirmou Isabel dos Santos em comunicado remetido ao VerAngola.

Justificando esta saída, a empresária refere que numa altura em que a economia angolana e o mercado das telecomunicações atravessam "condições económicas particularmente adversas", lhe parece "contraproducente e irresponsável permitir que um clima de conflito permanente e de politização sistemática dos administradores se instale no Conselho de Administração da empresa, fruto das relações entre accionistas".

Refere ainda que tal órgão deve ser ocupado por "pessoas dedicadas e com espírito de equipa", comprometidas com o trabalho, os interesses da empresa, dos colaboradores e clientes.

Como uma das fundadoras da empresa, a engenheira afirma ainda ter "a honra e o orgulho de ter construído uma das primeiras redes de telecomunicações em Angola", aproximando todos os angolanos.

"Nos anos em que liderei a Unitel ou participei activamente na sua gestão, crescemos e realizámos um investimento de mais de 5 mil milhões de dólares na rede, equipamento e formação profissional, recorrendo inteiramente a receitas próprias e empréstimos bancários privados e sem qualquer apoio de fundos governamentais ou públicos", acrescenta.

Isabel dos Santos reitera ainda que a empresa pagou impostos "como um dos grandes contribuintes em Angola", destancando também os programas de responsabilidade social da Unitel.

No comunicado, a empresária refere-se agora a "uma nova página na história desta grande empresa angolana de tecnologia", exprimindo o seu orgulho nos mais de 3000 jovens colaboradores e colegas angolanos "que constituem o coração da grande família Unitel".

Finalizando, a empresária refere que continuará a apoiar a empresa, afirmando que tanto ela como as empresas que dirige estarão "sempre ao lado do progresso, da economia e da criação de empregos e oportunidades para jovens angolanos".

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