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Ministério das Relações Exteriores exonera responsável do sector da Saúde na embaixada em Portugal

O Ministério das Relações Exteriores exonerou a responsável pelo sector da Saúde da Embaixada de Angola em Portugal. A decisão foi expressa em despacho, datado de 26 de Agosto. A exoneração aconteceu dias depois dos doentes angolanos que estão em tratamento em Portugal terem protestado e se queixado de passar fome devido aos atrasos nos apoios.

: Ministro das Relações Exteriores, Teté António
Ministro das Relações Exteriores, Teté António  

Rosa da Silva de Almeida, a responsável pelo sector da Saúde da Embaixada de Angola em Portugal, ocupava o cargo desde Junho de 2017. Contudo, com o despacho, assinado pelo ministro das Relações Exteriores, Teté António, chega agora ao fim as suas funções.

De acordo com o Novo Jornal, o despacho não apresenta qualquer motivo para a exoneração da responsável.

O titular da pasta das Relações Exteriores decidiu nomear João José Bastos dos Santos para substituir Rosa da Silva de Almeida. A decisão foi revelada esta Quarta-feira, num outro despacho, revela a Angop.

Vitorino Leonardo, secretário-geral da Associação dos Doentes Angolanos em Portugal (ADAP), disse esta Quinta-feira à Lusa que já tomou conhecimento desta substituição e que espera agora que o apoio aos compatriotas se torne uma realidade, até porque estes doentes atravessam "problemas sérios".

"Ainda não fomos contactados, mas queremos ser recebidos pelo senhor embaixador e pelo novo responsável da saúde da embaixada. Eles precisam tomar conhecimento das situações muito graves por que passam estes doentes em Portugal".

De acordo com Vitorino Leonardo, são cerca de 600 os doentes angolanos em Portugal, 150 dos quais a viver em duas pensões em Lisboa que há mês e meio deixaram de fornecer a única refeição que estes cidadãos tomavam, devido ao atraso nos pagamentos dos subsídios da parte do Governo angolano.

Por essa razão, a ADAP promoveu uma manifestação na Segunda-feira, frente a esta embaixada, durante a qual cerca de 30 doentes gritaram que estão a passar fome e que devido a esta carência alimentar o seu estado de saúde está a agravar-se.

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