Presidente do BAD destaca importância de investimento na África Austral

Os investimentos de 13 mil milhões de dólares do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) na África Austral estão a "produzir fortes resultados" nos países da região, afirmou o presidente da organização, Akinwumi Adesina.
:
  

Na sua intervenção na cerimónia de abertura da 39.ª cimeira da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que se realizou no fim-de-semana passado em Dar es Salam, na Tanzânia, Adesina enumerou alguns dos investimentos do BAD na região.

No discurso publicado na Segunda-feira pela instituição financeira internacional, Adesina destacou o investimento de cinco mil milhões de dólares na Eskom, a empresa pública de electricidade da África do Sul, que considera ser fundamental para o fornecimento de energia no país e na região.

Além disso, o responsável do BAD assinalou o investimento de 114 milhões de dólares nas Ilhas Maurícias, destinado à construção da central eléctrica de St. Louis, que fornece energia a 36 por cento da população.

O apoio à energia hídrica foi um dos pontos referidos por Adesina, que considerou que "o desbloqueamento do potencial do projecto hídrico de Inga, na República Democrática do Congo [RDCongo] deve ser fundamental".

Para o responsável do BAD, o potencial de 44.000 megawatts das várias barragens do Inga poderia possibilitar o fornecimento de energia a toda a região, tendo sublinhado a importância da construção de uma terceira barragem naquela zona na região ocidental da RDCongo.

Andesina recuperou ainda outros projectos parcialmente financiados pelo BAD como a expansão do porto namibiano de Walvis Bay, a construção da ponte de Kazungula, entre Zâmbia e Botsuana, ou o Corredor Logístico de Nacala, entre Moçambique e Maláui.

No documento enviado na Segunda-feira à Lusa, o BAD refere que pretende apoiar o estabelecimento do Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC com 1,2 mil milhões de dólares, com o objectivo de mobilizar recursos domésticos para o desenvolvimento de infra-estruturas e da industrialização regional.

"Vejo um futuro mais brilhante para a região da SADC. Linhas férreas regionais que ligarão toda a região, cadeias de valor regionais que impulsionarão a competitividade, zonas agro-industriais especiais que irão transformar a agricultura numa actividade principal pela região, criando de milhões de empregos, e bancos energéticos regionais que irão finalmente resolver os desafios energéticos na região", concluiu o responsável do BAD.

Mais Lidas