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Afrobasket: Angola vai “à caça” do 12.º título no campeonato africano de basquetebol

A 28.ª edição do Afrobasket, que a partir de quarta-feira se desenrola na Tunísia, contará com alguns protagonistas portugueses e irá envolver três países oriundos da Lusofonia, como são os casos de Angola, Moçambique e Cabo Verde.

Gerard Julien:

Integrada no Grupo D, a selecção de Cabo Verde é liderada por Luís Magalhães, treinador português que já foi campeão africano em 2009, mas ao comando da selecção de Angola. Em 2011, o antigo técnico da Ovarense, FC Porto e Portugal Telecom, que conquistou seis campeonatos nacionais em Portugal, levou Angola ao segundo lugar do pódio africano.

"Tivemos alguns problemas durante o estágio de preparação, não conseguimos contar com todos os jogadores disponíveis, mas temos potencial para realizar uma campanha positiva. O objectivo inicial é tentar a qualificação para os quartos-de-final", sublinhou à agência Lusa o seleccionador cabo-verdiano, Luís Magalhães.

Cabo Verde abre as ‘hostilidades’ do Grupo D na quinta-feira, perante a Costa do Marfim. Em termos de currículo no Afrobasket, a melhor classificação que os ‘tubarões martelo’ conseguiram foi um terceiro lugar, na edição de 2007, realizada em Angola.

E logo na primeira ronda do Grupo B, a realizar na quinta-feira, Angola e Moçambique medem forças, com o favoritismo a recair para os ‘palancas’, campeões africanos em título e a selecção que mais títulos conquistou na prova, nada menos do que 11.

Orientada pelo espanhol Moncho López, actual técnico do FC Porto, Angola apresenta um lote de jogadores de grande qualidade, entre os quais se destacam o extremo Carlos Morais, Jogador Mais Valioso (MVP) do Afrobasket'2013, o base Armando Costa, Leonel Paulo, Eduardo Mingas, Valdelício Joaquim e Reggie Moore.

Angola conseguiu integrar, na última semana, o poste Yanick Moreira, basquetebolista que foi dispensado pelos LA Clippers, da Liga Profissional Norte-americana (NBA) para participar nesta competição.

Apesar das ausências, devido a lesões, de Olímpio Cipriano e de Joaquim Bonifácio, e do técnico Moncho López ter decidido abdicar da presença do experiente poste Kikas Gomes, Angola continua a ser uma selecção fortíssima e temível no contexto africano.

Moçambique, que também é orientada por um treinador espanhol, Inaki Garcia, não tem o mesmo estatuto que Angola e a melhor classificação que conseguiu na prova foi um 11.º lugar na edição de 2013.

Refira-se que o vencedor do Afrobasket tem o apuramento directo garantido para os Jogos Olímpicos de 2016, que se realizam no Rio de Janeiro. Os segundo, terceiro e quarto classificados têm direito a participar num torneio pré-olímpico de qualificação.

São 16 os finalistas desta 28.ª edição do Afrobasket, os quais, na primeira fase, estão distribuídos por quatro grupos de quatro selecções cada.

Na segunda fase, em jogos a eliminar, as selecções do Grupo A, cruzam com as do Grupo B, e as do Grupo C enfrentam as do Grupo D, dentro do seguinte alinhamento: 1.º Grupo A-4.º Grupo B, 1.º Grupo C-4.º Grupo D, etc.).

- Grupo A: Nigéria, Tunísia, Uganda e República Centro-Africana.

- Grupo B: Senegal, Angola, Moçambique e Marrocos.

- Grupo C: Egito, Mali, Camarões e Gabão.

- Grupo D: Cabo Verde, Costa do Marfim, Argélia e Zimbabué