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Novas fábricas da ZEE deverão começar a funcionar em Agosto

A Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo vai receber, pelo menos, oito novas fábricas. As unidades fabris estão previstas começar a trabalhar entre Agosto e Setembro.

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De acordo com Rui Matata, director de Comunicação e Imagem da Sociedade de Desenvolvimento da ZEE, estas oito novas unidades fabris fazem parte de um total de 15 novas fábricas que aquela zona vai albergar.

Em declarações ao Jornal de Angola, o responsável fez saber que as fábricas em causa são a Mafcom, Nafta, Tyo Indústria, Damassaya, Yoni Bem, Quinta dos Jugais, Parlmentar e Mayaya-Mafuta.

Na passada Sexta-feira, para analisar a fase das obras das fábricas, uma equipa de gestão da ZEE visitou as infra-estruturas dos estabelecimentos industriais. Nessa visita, verificou-se que na Mafcom – fábrica que vai produzir leite empacotado e outros bens alimentares – os trabalhos de estão quase terminados, sendo que o maior desafio se prende com os atrasos da chegada de equipamentos portugueses, espanhóis e italianos, devido à covid-19.

Já a Nafta – que terá uma fábrica de produção de detergentes e uma de produtos siderúrgicos – está prevista avançar em Setembro. Segundo o Jornal de Angola, esta fábrica recebeu, numa fase inicial, um investimento de 14 milhões de dólares para a produção de detergentes e um financiamento de 17,5 milhões de dólares para a fábrica siderúrgica. Numa segunda fase, as duas fábricas vão receber cerca de 21 milhões de dólares.

Estas duas unidades vão gerar cerca de 150 novos postos de trabalho, avança o mesmo jornal.

Prevê-se ainda que a fábrica de detergentes produza, por ano, cerca de 20 mil toneladas de produto.

A Tyo Indústria já iniciou a sua produção. Ligada à produção de cosméticos, a fábrica já começou a produzir o sabão "Mamã Zungueira" e o sabonete "Diana", duas marcas com carimbo "made in Angola". Com as instalações a 95 por cento, esta fábrica deverá criar 30 novos postos de trabalho, numa fase inicial.

A Yoni Bem, que irá produzir massa alimentar contou com um investimento de 15 milhões de dólares, prevendo contratar 75 pessoas.

Rui Matata explicou que estas oito novas fábricas vão ser inauguradas entre os meses de Agosto e Setembro, explicando que a inauguração das unidades teve de ser adiada por causa da covid-19. Além destas oito fábricas, a ZEE prevê inaugurar, no próximo ano, mais sete fábricas.

O responsável fez ainda saber que as fábricas que ainda estão a ser construídas já se encontram em estado avançado: cerca de 60 por cento das obras já foram concluídas.

Rui Matata considerou que estas novas adições serão uma mais valia para a ZEE, considerando todo o trabalho desenvolvido como positivo apesar do impacto que a covid-19 tem causado economicamente no país.

A ZEE é composta por 150 unidades fabris e com a adição destas novas oito fábricas esta zona passará a ter cerca de 80 fábricas a funcionar.