Deputada condena instituições que alegadamente exigem testes de VIH/Sida para contratar

A deputada Eulália Rocha condenou esta Quinta-feira a atitude de algumas instituições do país por "supostamente exigirem testes de VIH/Sida para contratar", considerando ser uma "atitude inaceitável" e que deve ser denunciada.
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"Porque se a lei não prevê e essa pessoa ao ir pedir o emprego lhe for exigido o teste de VIH/Sida ela tem de denunciar esses aspectos porque temos de trabalhar com a lei, a denúncia é importante, porque estamos diante de uma acção condenável", disse a deputada do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), em declarações à Lusa.

A deputada do MPLA, e membro da Comissão dos Direitos Humanos, Reclamações e Petições dos Cidadãos do parlamento, afirmou que discriminação dessa natureza "é inaceitável".

"E nem quem tenha a doença não pode ser afastada do seu local de trabalho, não podemos ter essas formas de ver as coisas por se tratar de uma discriminação inaceitável, porque quem tem VIH/Sida pode sim trabalhar", defendeu.

Questionada sobre se as referidas queixas chegam ao domínio da Comissão que integra, a deputada Eulália Rocha deu conta que "questões laborais e expropriação de terras" lideram as queixas a nível da comissão que "nunca recebeu queixas em relação ao VIH".

O Instituto Nacional de Luta contra Sida (INLS) anunciou, em Maio, que pelo menos 13.000 pessoas morrem anualmente no país vítima da doença e que das 310.000 pessoas que vivem com VIH/Sida, cerca de 27.000 são crianças, 190.000 mulheres e 21.000 grávidas.

A taxa de prevalência do país segundo as autoridades é de 2,0 por cento.

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