Presidente da República rende homenagem aos reis do antigo Reino do Congo

O Presidente João Lourenço, homenageou Quinta-feira, na província do Zaire, os reis do antigo Reino do Congo, considerando que a ocasião se traduz "no respeito pela cultura e tradição africana".
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"Quisemos render uma homenagem aos reis do antigo Reino do Congo neste local sagrado onde nos encontramos, isso em respeito pela nossa cultura e tradição africana e por esta razão gostaríamos de agradecer aos guardiões do antigo Reino do Congo a oportunidade", disse João Lourenço, no final da visita ao Museu dos Reis do Congo.

O Presidente realiza uma visita de trabalho de dois dias, que termina esta Sexta-feira, à província do Zaire, norte do país, para constatar a situação socio-económica daquela província, cuja capital, Mbanza Congo, foi elevada a Património Mundial da Humanidade pela UNESCO.

No seu primeiro dia de trabalhos em Mbanza Congo, João Lourenço e membros do seu Governo reúnem-se com os principais integrantes do Governo da província do Zaire.

O governador da província do Zaire, Pedro Maquita Júlia, apresentou na abertura do encontro a actual situação da província, referindo a necessidade de "melhores estradas, escolas, hospitais e equipamentos sociais" que concorram para a "melhoria das condições de vida dos cidadãos".

Segundo o governante, a província conta actualmente com 313 escolas, mas cerca de 41.000 crianças estão fora do sistema de ensino, apontando a necessidade de construção de mais salas de aula.

Pediu igualmente o apoio do executivo central na criação de postos de trabalho, sobretudo para os jovens da província, aplaudindo "melhorias" registadas no fornecimento de água e electricidade.

Na sua intervenção, Pedro Maquita Júlia fez saber também que a província do Zaire, que congrega seis municípios, conta com uma rede sanitária composta por 97 unidades funcionais e "grande parte delas clama por reabilitação geral".

No domínio da agricultura e pescas, frisou que a província "possui condições naturais" para a médio e longo prazo desenvolver uma agricultura mecanizada e actividades pesqueiras de forma "diversificada e dinâmica", que permitam "abandonar a forma de subsistência e artesanal que dominam".

"Os meios que recebemos recentemente como tractores vão garantir esse passo, mas necessitamos de mais apoios no domínio da agricultura e pescas", apelou.

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