Banco Mundial e Atlântico reforçam crédito às PME angolanas com 50 milhões

O IFC, membro do Grupo Banco Mundial, disponibilizou um empréstimo no valor de 50 milhões de dólares, ao Banco Millennium Atlântico para aumentar o crédito às pequenas e médias empresas (PME) em Angola.
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Segundo uma nota do Atlântico, enviada à agência Lusa, o empréstimo do International Finance Corporation (IFC), de longo prazo, é complementado por uma linha de apoio a transações de comércio internacional, que ascende também a 50 milhões de dólares, na plataforma Global Finance Trade Finance Program (GTFP), do IFC.

O acordo entre as duas instituições financeiras foi rubricado em Luanda, nas instalações do Atlântico, pelo presidente da comissão executiva do banco, Daniel Santos, o diretor regional do IFC para África e Médio Oriente, Manuel Reyes-Retana, e o diretor regional do IFC para a África Subsaariana, Kevin Njiraini.

O projecto com o Atlântico, um dos maiores bancos privado de Angola no financiamento às famílias e às empresas, é o primeiro investimento do IFC no sector financeiro no país desde 2016.

"Inclui um empréstimo e a disponibilização de serviços de consultoria para ajudar o banco a transformar a sua proposta de valor para as pequenas e médias empresas e a aumentar a carteira de crédito. O crédito às PME é uma prioridade para o Atlântico, em virtude de a diversificação do setor privado angolano ser um dos seus grandes objectivos", lê-se na nota. 

O IFC, segundo o comunicado, estima que cerca de 92 por cento das pequenas e médias empresas em Angola não tenham acesso a financiamento, o que equivale a um défice de financiamento de 34 mil milhões de dólares. 

"O Atlântico está empenhado em apoiar o empreendedorismo em Angola e acredita que a construção de um ambiente de pequenas empresas mais forte é fundamental para a diversificação económica e para o desenvolvimento do país", afirmou Daniel Santos, citado na nota.

O Atlântico lembra que as pequenas e médias empresas são um segmento importante no país, "porque geram empregos, apoiam a diversificação da economia e aliviam a dependência das receitas da exportação de petróleo".

"Angola precisa de diversificar a sua economia e de criar empregos. Trabalhar com instituições financeiras que apoiem o crédito às pequenas e médias empresas é um passo importante para a concretização destas metas", afirmou, por seu lado, Kevin Njiraini. 

O acordo assinado com o Atlântico faz parte do trabalho do IFC e do Grupo Banco Mundial em Angola, que visa promover a diversificação económica do país e o fortalecimento da economia não petrolífera, bem como aumentar a inclusão financeira para facilitar a criação de empregos.

"Aumentar a inclusão financeira das PME é uma prioridade chave para o IFC em Angola, sendo que o acordo hoje assinado ajudará o Atlântico a ampliar significativamente as suas operações de crédito neste segmento", afirmou Manuel Reyes-Retana.

O IFC, organização que pertence ao Banco Mundial, é a maior instituição de desenvolvimento global voltada para o setor privado em mercados emergentes. 

Em 2018, disponibilizou 23.300.000 milhões de dólares em financiamento de longo prazo para países em desenvolvimento, alavancando o poder do sector privado no combate à pobreza.

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