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BPC recuperou metade do desfalque de 434 milhões de kwanzas detectado em Abril

O Banco de Poupança e Crédito (BPC) conseguiu recuperar cerca de metade do desfalque de 434 milhões de kwanzas detectado em Abril, informou esta Quinta-feira um administrador executivo da instituição.

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Cláudio Pinheiro, que falava na conferência de imprensa onde o banco estatal apresentou os seus resultados anuais e o plano de recapitalização, adiantou que parte dos fundos nunca chegaram a sair do BPC, incluindo 132 milhões de kwanzas que ficaram retidos no banco.

Do restante montante transferido pelos autores da fraude, cerca de 65 milhões de kwanzas "acabaram por ser bloqueados pelos bancos destinatários que foram prontamente notificados", indicou.

Segundo Cláudio Pinheiro, a fraude foi identificada a 20 de Abril, de manhã, devido ao sistema de controlo e alerta do banco, tendo sido feita uma participação criminal no dia 21 de Abril.

O administrador do BPC acrescentou que os principais autores da fraude foram identificados e que a par do processo-crime decorre também um processo disciplinar.

Cláudio Pinheiro adiantou que o BPC tem mecanismos de controlo diários e "está a fazer um percurso de maior robustez no controlo interno", tendo também notificado o Ministério das Finanças, principal accionista do banco, sobre a fraude.

O presidente do conselho de administração do BPC, André Lopes, considerou que este tipo de fraudes "não ocorrem por obsolescência" dos sistemas do banco, e sim por falhas comportamentais nos procedimentos, como por exemplo a partilha de 'passwords'.

"O banco investiu num processo de alertas que vai permitir que estes comportamentos menos adequados possam ser contrariados pelos alertas", frisou.

André Lopes adiantou que parte dos montantes relacionados com a fraude estão "cativos, à espera que o processo criminal siga o seu rumo" e espera que "esses recursos retornem ao banco".

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