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Defesa

Um mês de estado de emergência com quase seis mil detidos e menos crimes violentos

Quase seis mil pessoas foram detidas no primeiro mês de estado de emergência no país, altura em que se registou também um decréscimo na criminalidade violenta, com menos 60 homicídios do que no período homólogo, anunciou a polícia.

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Segundo o porta-voz da polícia, que esta Terça-feira apresentou os dados estatísticos relativos à atuação das forças de defesa e segurança no primeiro mês de vigência do estado de emergência, entre 27 de Março e 25 de Abril, Angola registou um decréscimo da criminalidade violenta.

Valdemar José indicou que se verificou a descida do número de homicídios (menos 60), bem como menos 379 crimes de ofensas corporais e menos 122 crimes com recurso a armas de fogo em comparação com o período anterior, e menos dois acidentes de viação por dia.

Por outro lado, foram detidos por violação das regras previstas nos decretos presidenciais relativos ao estado de emergência 5859 pessoas em todo o país, das quais 516 foram julgadas sumariamente.

Quase metade (2823) foram detenções devido à violação da cerca sanitária inter-provincial e violação de fronteiras por parte de cidadãos estrangeiros.

Outros 1739 cidadãos foram detidos por exercerem actividade de mototáxi, proibida neste período, 755 por excesso de lotação nos táxis colectivos, 406 por desobediência e resistência às autoridades, 51 pastores de confissões religiosas por promoverem cultos colectivos, 50 cidadãos por especulação de preços, 13 por tentarem subornar agentes, cinco por posse ilegal de armas e três por tentativa de atropelamento das forças de segurança.

Foram ainda recolhidos compulsivamente 9630 cidadãos: 3608 por circularem indevidamente na via pública, 4951 por aglomeração na via pública, 1049 por venda ambulante em dias não autorizados e dois por prostituição.

Foram efectuadas 11.340 apreensões em todo o país: 3544 viaturas por excesso de lotação, 7759 motociclos, 12 armas e 31 botijas de gás com preços especulativos, além de 274.925 litros de combustível.

Foram encerrados 1904 estabelecimentos comerciais e mercados, dos quais 1567 mercados informais, 28 armazéns, 45 cantinas (pequenas mercearias), 254 templos e locais de culto, duas empresas de segurança e oito rulotes.