Angola vê Portugal como alavanca para alargar exportações ao mercado europeu

A administradora da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações (AIPEX), Sandra Santos, afirmou que Angola vê Portugal como uma alavanca para o alargamento das exportações ao mercado europeu.
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Convidada do seminário sobre Angola, que decorreu em Matosinhos, e intervindo no painel sobre "A importância do relacionamento bilateral entre Portugal e Angola para o crescimento económico mútuo", a administradora da AIPEX mostrou, também, vontade em equilibrar balança comercial com Portugal, mais favoráveis às exportações portuguesas.

No evento, que decorreu na Associação Empresarial de Portugal, promovido pela Câmara do Comércio e Indústria Portugal e Angola, Sandra Santos apontou como "setores prioritários para investimento a agricultura, pecuária, pescas, turismo e educação".

Da parte da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), António Silva, um dos administradores, elogiou o relacionamento económico entre os dois países, informando os cerca de 150 empresários presentes que há "cerca de seis mil empresas portuguesas a exportar para Angola".

Fruto da melhoria de relações entre os dois países, o administrador informou que em 2018 "Portugal exportou cerca de 1,5 mil milhões de euros" em bens e serviços para Angola, de onde importou cerca de mil milhões de euros.

Continuando a recorrer aos números, o responsável do AICEP informou haver "1200 empresas a investir e com presença física" em Angola, número que, enfatizou, "Portugal não consegue obter em nenhum outro país".

Da parceria com a AIPEX, António Silva citou a "diversificação setorial e geográfica" para fixar empresas portuguesas "fora de Luanda", dando conta de quatro missões em 2018 que visitaram "Huambo, Benguela, Malanje e Lubango" e que em 2019, "fruto da vontade de empresários", visitarão novamente "Malanje e estarão também em Huíla", outras províncias.

Já Sandra Santos divulgou que os "incentivos atribuídos pelo Governo angolano a quem investir fora de Luanda são maiores", num esforço em que está implícita a vontade do executivo liderado por João Lourenço "de criar infra-estruturas para que todo o país possa receber investimento externo". 

Dirigindo-se aos presentes, António Silva considerou África "o continente que servirá de reserva aos problemas que a economia mundial vai enfrentar", enfatizando que Portugal "tem a vantagem fabulosa" de lá ter instaladas "milhares de empresas" a viver "um excelente relacionamento político com os governos dos países de língua oficial portuguesa".

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