Moody’s aumenta análise da banca angolana tendo em conta o interesse dos investidores

A agência de notação financeira Moody's disse hoje num relatório que está a aumentar a análise do sector bancário em Angola devido ao interesse dos investidores na banca da África Subsaariana, nomeadamente Nigéria e Angola.
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"Como os investidores estão cada vez mais interessados nos bancos da África Subsariana, a Moody's também está a aumentar a monitorização dos maiores sistemas bancários da região, incluindo os da Nigéria, Angola, Gana e Quénia", lê-se numa análise aprofundada ao sector bancário da África subsaariana, enviada hoje aos investidores.

A Moody's considera que os bancos da África Subsaariana vão expandir-se a um ritmo significativo, alicerçados no aumento da população com acesso à banca e no crescimento económico robusto da região, mas esta perspectiva positiva está, ainda assim, carregada de "muitas e variadas" ameaças.

Entre os factores que podem fazer travar o crescimento dos activos bancários nesta região de 15 por cento, em média, nos últimos quatro anos, estão os grandes défices orçamentais nalguns países, apesar do nível geral médio de dívida pública moderada, os riscos de segurança, como a insurgência de grupos radicais como o Boko Haram na Nigéria e os ataques terroristas na Nigéria, "que ensombram o clima político e empresarial e afastam os investidores".

Por outro lado, continua a Moody's, a região ainda enfrenta dificuldades ao nível das infra-estruturas nos sectores do transporte e energia, e são assoladas pelo fenómeno da corrupção, associado às altas taxas de pobreza e à fraude, subornos e corrupção generalizadas, e estão também dependentes do ritmo de crescimento da Europa e da China, os maiores parceiros comerciais da região.

A África subsaariana deve registar um crescimento de 4,5 por cento do PIB este ano e 5,1 por cento em 2016, de acordo com as projecções do Banco Mundial, ao passo que a penetração da banca na população cresceu de 24 por cento, em 2011, para 34 por cento actualmente, o que mostra "o potencial para a actividade bancária crescer exponencialmente".

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