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ANPG: licitação de nove blocos petrolíferos vai criar 5000 empregos

A licitação de nove blocos petrolíferos deverá criar cerca de 5000 novos empregos. A estimativa foi feita esta Segunda-feira pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), que apresentou os novos blocos terrestres que vão para licitação no dia 30 de Abril.

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Hermenegildo Buila, director de negócios da ANPG, em declarações à Rádio Nacional de Angola (RNA), revelou que os postos de trabalho não vão ser gerados todos ao mesmo tempo, uma vez que estes vão depender da maturidade dos projectos.

Admitindo que "a força de trabalho é intensa nas actividades petrolíferas", o responsável avançou que para as actividades do onshore estima-se uma força de trabalho "mais ou menos na ordem de 600 pessoas por bloco".

Hermenegildo Buila disse que os blocos não vão ficar disponíveis todos ao mesmo tempo porque as actividades são feitas por fases. Contudo, de um modo geral "perto de cinco mil postos de trabalho poderão ser gerados com as licitações de 2020", completou.

O lançamento das licitações está marcado para o próximo dia 30 deste mês, com a divulgação dos termos de referência e as regras do contrato.

De acordo com o director de negociações da ANPG, os termos de referência, informação mais relevante para os investidores, está dividido em termos flexíveis e termos fixos.

"Apelamos aos investidores para apostarem nos termos flexíveis, porque são estes que lhes vão posicionar na melhor 'pole position' com base nas nossas propostas. Os termos fixos vão estar no contrato, mas não serão objecto de negociação", frisou.

De acordo com o programa, as empresas deverão submeter, até às 17h00, do dia 9 de Junho, as suas propostas, para no dia seguinte serem apresentadas publicamente, em Luanda, as propostas submetidas.

No dia 10 de Agosto serão divulgados os resultados das empresas vencedoras, para posteriormente se entrar na fase negocial.

"Esperamos ter até o final do mês de Novembro todos os decretos de concessão publicados e as autorizações para a assinatura dos contratos de partilha de concessão", indicou Hermenegildo Buila.

Na apresentação aos investidores, o responsável referiu que o contrato definido por lei no processo de licitação é o "contrato de partilha de produção", com características específicas para o desenvolvimento dos campos terrestres.

Segundo Hermenegildo Buila, o risco de investimento no onshore é mais reduzido que no offshore, contudo vão ser atribuídos incentivos a este investimento.

Para estas licitações em particular, prosseguiu, a ANPG criou uma obrigação para todos os investidores, tanto para os que vão participar como investidores e como operadores, ou seja, uma quota fixa de entrada de um milhão de dólares.

"Tem a ver com uma quota de entrada, todas as empresas interessadas em participar nas licitações 2020 terão que pagar uma quota de entrada no valor de um milhão de dólares. O que torna o processo transparente e livre de quaisquer dúvidas, porque dará acesso a todos os investidores à mesma informação", referiu.

De acordo com o director do gabinete de dados da ANPG, Lumen Sebastião, o interesse manifestado pelas empresas é grande, principalmente pequenas e médias empresas, entre as quais nacionais, quer na vertente operadora quer na vertente parceira.

A intenção de licitação dos Blocos CON1, CON5 e CON6, na Bacia Terrestre do Baixo Congo e dos Blocos KON5, KON6, KON9, KON17 e KON20, na Bacia Terrestre do Kwanza, foi anunciada a 31 de Dezembro de 2020 pela ANPG, no âmbito da Estratégia de Atribuição de Concessões Petrolíferas 2019-2025.

Esta Segunda-feira, a ANPG realizou uma sessão de divulgação do potencial dos blocos petrolíferos a licitar, no âmbito do Processo de Licitação 2020 para a exploração das Bacias Terrestres do Baixo Congo e do Kwanza.

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