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Mais dois parlatórios virtuais para reclusos inaugurados em Luanda em projecto de 300 mil dólares

O procurador-Geral da República (PGR) inaugurou esta Quinta-feira o parlatório virtual (sala de vídeo-conferência para os reclusos) do Hospital Prisão São Paulo de Luanda, o sexto dos dez previstos na primeira fase, orçados em 300 mil dólares.

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Além do parlatório do Hospital Prisão São Paulo de Luanda, os secretários de Estado do Interior, José Bamoquina Zau, e dos Direitos Humanos e Cidadania, Ana Celeste, inauguraram também esta Quinta-feira o parlatório da Comarca Central de Luanda.

Os dois novos parlatórios virtuais, juntam-se aos quatro anteriores instalados da Comarca de Viana, duas na ala feminina e um na ala masculina, no âmbito do Projecto "Uma Palavra, Um Abraço Virtual - Parlatório Virtual" financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Angola.

Para o procurador-geral, Hélder Pitta Grós, os parlatórios virtuais têm uma "grande dimensão", sobretudo por "oferecerem oportunidade" para a interação dos reclusos com os seus familiares.

"Devido à covid-19 há muitas restrições para verem a família e agora eles têm a oportunidade de forma virtual estarem em contacto com a família, portanto essa plataforma tem a questão também de facilitar o acesso à justiça", afirmou Pitta Grós.

A representante adjunta do PNUD em Angola, Mamisoa Rangers, fez saber, na ocasião, que o projecto que contempla a construção e/ou instalação, em fase inicial, de 10 parlatórios virtuais nos estabelecimentos prisionais está orçado em 300 mil dólares.

Para a representante do PNUD, a edificação de parlatórios virtuais nas cadeias angolanas ilustra a parceria multissectorial da agência da Nações Unidas com os distintos organismos públicos e privados de Angola.

Em relação à extensão desses serviços para os demais estabelecimentos prisionais angolanos, Mamisoa Rangers admitiu "mobilizar mais recursos", juntos dos seus parceiros, para atingir outras províncias.

"O parlatório tem também a vertente do acesso à justiça e a vertente educacional para os reclusos e precisamos agora de formular novas propostas para ver como mobilizar mais recursos", realçou.

Já a secretária de Estado da Família e Promoção da Mulher, Elsa Bárber, considerou os parlatórios virtuais como "uma iniciativa de socialização das famílias e veem encurtar a distância entre o recluso e a família, aliviar a pressão das famílias dos reclusos".

"É uma iniciativa muito importante e vamos passar cada vez mais a divulgar os números de acesso ao parlatório para que as famílias interajam com os seus membros", assinalou.

O Projecto "Uma Palavra, Um Abraço Virtual - Parlatório Virtual" conta também o apoio do Centro de Direitos Humanos e Cidadania da Faculdade de Direito da Universidade Católica de Angola (UCAN).

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