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Moody's prepara descida do rating de três bancos em Angola

A agência de notação financeira Moody’s anunciou esta Quinta-feira que colocou em revisão negativa os ratings de três bancos: o BAI, o BFA e o BE, na sequência da mesma acção relativamente à República de Angola.

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No comunicado, a Moody's explica que esta acção, que não é uma descida do rating, mas, sim, o passo prévio, incide sobre o Banco Angolano de Investimentos (BAI), o Banco de Fomento Angola (BFA) e o Banco Económico (BE), os dois primeiros com nível B3 e o terceiro com nível Caa1, todos com nível especulativo.

"A principal motivação destas acções de rating é o ambiente operacional cada vez mais incerto em Angola, que resulta da forte queda do preço do petróleo e da forte exposição dos bancos ao país, principalmente na forma de significativos activos ligados à dívida pública, que ligam o perfil de crédito dos bancos ao perfil de crédito do Governo", lê-se na nota enviada à Lusa.

A decisão surge na mesma semana em que a Moody's colocou o rating da República em perspectiva de descida, um processo durante o qual a agência vai analisar a resposta do Governo à alteração das condições económicas e financeiras para depois decidir, até ao Verão, sobre a qualidade do crédito soberano, sendo que o anúncio foi feito com a perspectiva de que dificilmente Angola escapará a uma degradação do rating.

"Durante o período de revisão, a Moody's vai avaliar o impacto da degradação económica na qualidade dos activos, na capitalização e na liquidez em moeda externa dos bancos, a resposta governamental ao choque – que servirá para aferir do rating da República -, e qualquer mudança na disponibilidade do Governo para ajudar os bancos em necessidade", refere ainda no texto.

A degradação do ambiente operacional dos bancos está intimamente ligada à queda do preço do petróleo, diz a Moody's, que reviu em baixa a estimativa do preço médio do barril para 40 a 45 dólares este ano e 50 a 55 dólares em 2021.