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Escola Portuguesa de Luanda desmente alegadas ameaças a portugueses pela chegada do vírus

A Escola Portuguesa de Luanda desmentiu a notícia avançada pelo jornal português Jornal de notícias que dava conta que os portugueses que se encontram em Angola tinham medo de sair à rua por estarem a ser ameaçados e culpados pela chegada da Covid-19 ao país.

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Na notícia, o jornal português revelava que uma professora portuguesa da Escola Portuguesa de Luanda tinha sido agredida, no Sábado – dia em que se confirmaram os primeiros casos de Covid-19 no país –, num supermercado da capital. O director executivo da escola, Luís Silva, afirmou que os relatos na notícia são "completamente" falsos e revelou que o caso se refere efectivamente a uma angolana que "foi agredida num parque de estacionamento", mas não pelos motivos ilustrados no artigo do Jornal de Notícias.

Segundo o responsável, citado pelo Novo Jornal, a mulher terá sido agredida por causa de um lugar de estacionamento.

Luís Silva disse ainda que acompanhou o caso de perto e que a vítima não sofreu um traumatismo craniano, como foi anteriormente revelado. "A senhora foi vista na clínica de Alvalade e está bem", completou.

Também negou que a Escola Portuguesa de Luanda tenha salários em atraso e confirmou que existem "de facto" professores que querem voltar para Portugal: "Num universo de 140 docentes, são apenas cinco os que manifestaram essa vontade".

Apesar dos momentos conturbados que o país e o mundo enfrentam, Luís Silva assegurou que não recebeu queixas de professores sobre ameaças ou agressões.

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