Japão doa 800 mil dólares para apoiar refugiados congoleses na Lunda Norte

O Governo do Japão atribuiu um donativo de 800 mil dólares para apoiar projectos de assistência aos refugiados da República Democrática do Congo (RDcongo) na província da Lunda Norte, anunciou a Embaixada do Japão em Luanda.
Rui Padilha:
    Rui Padilha

Num comunicado enviado à agência Lusa, a missão diplomática japonesa adianta que a doação se insere no quadro da resposta ao apelo feito por diferentes agências internacionais para apoiar ou providenciar assistência humanitária a mais de 650 famílias congolesas refugiadas no assentamento de Lóvua (província da Lunda Norte), estimando-se que o número total de deslocados ascenda a 30.000.

A intenção do apelo, refere-se no documento, visa sobretudo garantir o acesso à cesta básica e fortalecer a situação nutricional da população, garantindo, paralelamente, o reforço das actividades agrícolas e assegurar a auto-suficiência alimentar aos refugiados e às comunidades locais que também os apoiam.

Recentemente, também o Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) disponibilizou 300 mil dólares para apoiar as comunidades locais na formação prática na produção e processamento de alimentos para o auto-sustento e melhoria na dieta alimentar.

"Em Março de 2017, o surto de violência na região de Kasai, no Sul da RDCongo, provocou o deslocamento interno de cerca de 1,4 milhões de pessoas e a fuga de mais de 35.000 refugiados para a província da Lunda-Norte, onde o Governo de Angola adoptou uma política de acolhimento e prestação de ajuda humanitária aos nacionais congoleses fugidos do conflito, com o apoio de diversos parceiros, incluindo agências da ONU", lê-se no comunicado da embaixada japonesa em Luanda.

Segundo a missão diplomática japonesa, apesar de uma redução significativa na entrada de novos refugiados vindos da RDCongo desde Julho de 2017, as agências humanitárias em Angola mantêm a previsão de resposta a 30.000 refugiados, cujos projectos de apoio vão estender-se até Março de 2020.

"As medidas visam dar uma resposta humanitária inter-agências aos refugiados abrangendo os sectores de protecção, abrigo, segurança alimentar, nutrição, bens materiais, água, saneamento básico, higiene, saúde, educação e agricultura, entre outras necessidades básicas", acrescenta o documento.

"O Governo do Japão associa-se desta forma aos esforços do Governo de Angola e os seus parceiros na facilitação do acesso a alimentação e bem-estar da população refugiada e da comunidade local, em consonância com o compromisso global para o avanço dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)", termina.

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