EUA e Angola discutem segurança marítima em Luanda

A embaixadora dos Estados Unidos em Luanda anunciou esta quinta-feira que os governos norte-americano e angolano vão discutir em Luanda passos estratégicos sobre questões de segurança marítima, num encontro a ter lugar nos próximos meses.
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Helena La Lime discursava na cerimónia de recepção do navio da marinha norte-americana USNS Spearhead, que durante cinco dias vai partilhar experiência com cerca de 140 militares angolanos, estando atracado em Luanda. "Esperamos aprofundar a nossa cooperação bilateral e internacional em matéria de segurança marítima, novamente através de uma conferência internacional sobre a segurança marítima e energia no final deste ano", disse Helena La Lime.

Segundo a embaixadora norte-americana, esta conferência poderá desempenhar um papel importante na promoção dos interesses marítimos mútuos. A realização de uma conferência internacional sobre o Golfo da Guiné foi proposta pelo Governo norte-americano, estando actualmente a decorrer negociações com Angola, país que deverá acolher ainda este ano esse encontro.

O navio USNS Spearhead encontra-se a meio caminho de uma missão de quatro meses na costa oeste de África. Na primeira fase da operação, fuzileiros dos Estados Unidos da América, do Reino Unido e da Espanha que seguem a bordo já trocaram experiências com militares das marinhas de Cabo Verde, Senegal e Gana. Na segunda fase, que se inicia depois da passagem por Angola, o navio da marinha norte-americana vai apoiar dois exercícios, denominado "Obangame Express", a realizar-se em finais deste mês, no Golfo da Guiné, com a participação de 12 marinhas africanas, incluindo Angola, e 11 marinhas da Europa, dos EUA e do Brasil. O exercício vai "testar a cooperação, a comunicação e a resposta internacional", simulando cenários como sequestros de petroleiros, contrabando de armas e pesca ilegal, salientou Helena La Lime. A missão do USNS Spearhead termina em abril, com um exercício similar, na costa noroeste de África.

Por sua vez, o chefe de Estado-Maior de Estado das Forças Armadas Angolanas adjunto, general Egídio Sousa Santos, disse que a cooperação entre os dois países visa banir completamente o banditismo no Golfo da Guiné. "Angola irá beneficiar bastante da presença americana, porquanto têm uma experiência muito longa desta atividade", apontou o general sublinhado que Angola vai "ganhar bastante" com a troca de experiência com a marinha dos Estados Unidos.

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