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Abel Chivukuvuku diz que só aceitaria integrar um governo do MPLA com as suas propostas

O político Abel Chivukuvuku disse esta Quarta-feira que apenas aceitaria integrar um governo do MPLA caso aceitassem as suas propostas, reiterando que tem estado a dialogar "com todos" os partidos sobre a sua participação na vida política do país.

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Abel Chivukuvuku, que continua a lutar na justiça pela legalização do seu projecto político PRA-JA Servir Angola, repetiu que vai participar das eleições gerais de 2022 de qualquer forma, falando numa conferência de imprensa para dar a conhecer o processo.

"Posso confirmar que o PRA-JA hoje é como se fosse a menina bonita do bairro, todos os rapazes querem a menina. A menina é que tem que ter juízo para não ir com o primeiro bandido que aparecer", referiu.

Abel Chivukuvuku disse que está a conversar, por solicitação dos diferentes partidos políticos, e a fazer as suas avaliações. "E quando digo todos é mesmo todos [os partidos], conhecemos as forças políticas relevantes do país e estamos a dizer que todos estão atrás de nós, [porque] a menina é muito bonita no bairro", salientou.

Questionado se "todos" inclui também o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Abel Chivukuvuku disse que sim.

"Já expliquei que um dos problemas do PRA-JA era que gostariam que nós entrássemos para o Governo, isso é público, e tivemos muitas discussões sobre isso. E a minha posição é simples e clara: é normal que o partido no poder queira, o PRA-JA tem quadros para participar no Governo, é normal e é patriótico. Só no meu entendimento, você não queremos realizar no país é isto, isto e isto, vocês concordam ou querem dar também as vossas ideias, como é que devemos realizar o país, isto é, concordarmos sobre o modelo de realização do país", disse.


O político sublinhou que não aceitaria entrar simplesmente para o Governo, sem a posição que defende porque todas as pessoas conhecem "a cultura política do MPLA". "Usam e descartam, e nós não somos descartáveis", realçou.

Nos últimos dias tem sido noticiado o possível regresso de Abel Chivukuvuku para a CASA-CE, coligação política que participou na sua fundação, em 2012, e liderou até 2018, com a possível saída da liderança de André Mendes de Carvalho "Miau", a pedido de quatro das seis forças políticas que integram aquela que é a segunda maior força política da oposição em Angola.

Perante as dificuldades de legalização do seu novo projecto político, em curso desde 2019, outra hipótese que se tem levantado é a entrada de Abel Chivukuvuku para o partido político Bloco Democrático.
Ambas as cogitações nunca foram confirmadas por Abel Chivukuvuku, que continua a acreditar que o PRA-JA Servir Angola será legalizado.

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