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Banco Citigroup diz que Angola é um país com boas oportunidades para alocar capital

O director para África do banco Citigroup espera que o volume de emissão de dívida nesta região ultrapasse os 30 mil milhões de dólares, destacando a Etiópia e Angola como boas oportunidades para alocar capital.

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"Países como Etiópia e Angola, por exemplo, estão a passar por transformações que estão a criar muitas necessidades de financiamento em várias áreas e oportunidades para alocar capital", disse Michael Mutinga em entrevista à agência de informação financeira em Nairoibi, a capital do Quénia, na qual salientou que "é uma altura excitante para estar neste continente".

No ano passado, os países da África Subsaariana emitiram dívida no valor de cerca de 30 mil milhões de dólares, sensivelmente o mesmo que em 2018.

O Citigroup, sediado em Nova Iorque, está presente em 16 países africanos, e pretende aprofundar a presença nos projectos de infraestrutura, preenchendo necessidades que o Banco Africano de Desenvolvimento estima serem de cerca de 100 mil milhões de dólares por ano.

Entre os países que já anunciaram que irão emitir dívida esta ano está a Nigéria, a maior economia do continente, e Angola, para além do Gana, Benim e Gabão.

"Estamos a olhar para um conjunto de mandatos por parte de vários países neste momento", disse Mutiga na entrevista, escusando-se a ser mais específico.

O Citigroup já ajudou a angariar cerca de 30 mil milhões de dólares em financiamento a países da África subsaariana no mercado de emissões de dívida pública e em empréstimos, incluindo na África do Sul, Nigéria, Quénia, Zâmbia, Senegal e Costa do Marfim.

O mercado africano, lembrou, desenvolveu-se "a uma velocidade incrível, já que há 15 anos, por exemplo, quando se falava num financiamento de 10 ou 20 milhões, isso era encarado como uma transação muito grande, mas hoje a escala de oportunidades e o tamanho das empresas significa que estamos a ver vários financiamentos a empresas que começam a superar os mil milhões de dólares".