Forças policiais apresentam estratégia para combater “comportamentos ilícitos” dos efectivos

O comandante-geral da polícia nacional anunciou Quarta-feira a criação de uma estratégia para prevenir e corrigir acções ilícitas daquela força, assumindo que continua a registar-se “comportamentos menos dignos de efectivos” da corporação.
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Paulo de Almeida, que falava Quarta-feira na abertura das celebrações dos 43 anos da polícia, que decorreu no Instituto Superior de Ciências Policiais e Criminais, em Luanda, referiu que “esses comportamentos indecorosos mancham a prestação positiva da polícia ao longo da sua trajectória”.

“Essa estratégia visa a prevenção e combate dos diversos ilícitos cometidos por polícias, com vista à melhoria da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos, da imagem institucional e garantir maior confiança dos cidadãos na polícia”, disse.

A estratégia, apresentada Quarta-feira, adiantou, passa também por “medidas de sensibilização e consciencialização dos efectivos a nível dos órgãos centrais e locais”, afirmando que “medidas punitivas disciplinares e/ou criminais serão tomadas a todos que infringirem as normas”.

O comissário-geral da polícia deu conta também que a “Operação Resgate”, que teve início a 6 de Dezembro de 2018, com vista ao “resgate da autoridade do Estado”, tem produzido “efeitos positivos na consciencialização dos cidadãos”.

As celebrações dos 43 anos da polícia, que se assinalam a 28 de Fevereiro, decorrem sob o lema “Reforcemos a Prontidão Policial para o Resgate da Autoridade do Estado” e se estendem até 6 de Março.

Para o comandante geral, as comemorações do 43.º aniversário da polícia angolana, instituída a 28 de Fevereiro de 1976, decorrem “num contexto socioeconómico bastante crítico em que as repercussões têm vindo a afectar o comportamento das pessoas”.

“A tendência para o crime é crescente, com reacções repugnantes”, admitiu.

O responsável defendeu a necessidade de se reverter o quadro com o concurso de toda a sociedade, considerando que a “actividade de polícia, no sentido preventivo, é transversal”.

Paulo de Almeida explicou que o órgão que dirige estabeleceu no seu plano de acção para o ano de 2019 objectivos que visam a “contínua optimização do seu funcionamento interno e melhorias das condições sociais e laborais dos efectivos”.

A elevação do nível profissional e cultural do pessoal e a aplicação prioritária dos métodos de prevenção primária da criminalidade e da sinistralidade rodoviária também constam das acções para este ano.

Do ponto de vista operacional, realçou, a polícia angolana aposta na "reestruturação das unidades de base" mediante a revisão das estruturas orgânicas e funcionais, “adequando-as ao exercício da actividade operacional”.

“Está em curso a implementação de um novo modelo de esquadra policial que com efectivos qualificados e meios técnicos necessários, vai prestar melhor serviço policial às comunidades em que estiverem inseridas”, concluiu.

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