Ditwka: um mundo de cor, glamour e modernidade com um gostinho de África

Nasceu e cresceu por entre agulhas, linhas, tesouras e tecidos. O pai detinha uma confeccção de roupa e a mãe e avó faziam da costura o seu ganha pão. Apareceu cedo, o bichinho da moda. Tão cedo que na escola já vendia a sua própria linha de bijuterias às colegas. Pelas suas mãos nasceu a Ditwka, sonhada, pensada e executada em Angola, mas com pretensões de colocar o nosso país nas bocas do mundo.
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Mónica Twkayhana andou sempre de mãos dadas com a criatividade, desde muito nova. Aos 12 anos já se aventurava no mundo da bijuteria, e aos 15 começou a costurar acessórios de moda e a expo-los. Com o apoio dos pais e da família teve possibilidade de ir estudar para fora, e regressou a Angola como designer de acessórios de moda e decoração. O ano de 2012 marcou a concretização de um sonho, ao qual chamou Ditwka – Angolan Style.

São bolsas, clutchs e necessaires. Estojos de praia, porta moedas ou sandálias. Sapatos de salto, sabrinas e até mesmo babetes. Tudo com selo made in Angola, directamente do atelier de Mónica. O destaque vai, como não poderia deixar de ser, para os tecidos africanos. “Temos tecidos de Angola, Nigéria e Quénia. Com eles trabalhamos uma grande variedade de acessórios. Através de alguns parceiros, desenvolvemos também artigos com aplicações em couro”, explica a criadora ao VerAngola.

Apesar de primar pela honestidade, Mónica não pode esconder o sucesso que a sua marca atingiu no nosso país. Kora Hardy, Miss Kenia USA, apareceu com uma clutch da marca na passadeira vermelha dos DMV African Entertainment Awards e Ana Paula dos Santos tem também uma no seu armário. Outra fã incondicional é a mais famosa estilista de Angola, Nadir Tati, dona de uma série de peças Ditwka. “Às vezes vejo criações minhas nas revistas e nem eu sabia que aquela pessoa tinha comprado um acessório assinado por mim. É muito especial e é para isso que a gente luta. Apesar de não publicitar muito o meu negócio, já sou conhecida há alguns anos pelos meus trabalhos”, explica a designer, acrescentando ainda que “cada cliente da Ditwka é único e cada peça é exclusiva”.

Os acessórios com assinatura de Mónica Twkayhana, cujo apelido significa liberdade, numa língua indígena de Angola e serviu de inspiração para o nome da marca, podem ser encontrados directamente no seu atelier – onde dá emprego a três raparigas e, ocasionalmente, a vários costureiros locais. Também na página de Facebook da marca ou ainda em alguns dos locais mais badalados de Angola, como a loja Corpo & Alma, o salão de beleza Modo Zen ou o Deana Spa. Nos planos está ainda uma parceria para disponibilizar os produtos através de uma loja online. Os preços variam entre os 3.000 e os 8.000 kwanzas para bolsas em tecido ou napa e os 20.000 a 25.000 kwanzas quando os acessórios têm múltiplas aplicações em couro.

Inglaterra, EUA, Luxemburgo, França e Austrália são alguns dos países onde já “moram” acessórios da Ditwaka, mas Mónica quer ver a sua marca cruzar ainda mais oceanos. “Em primeiro lugar gostava muito de ter a minha própria loja em Luanda, é um dos meus sonhos. Depois, gostaria também de ter filiais no nosso país e exportar, levar as nossas peças originais de Angola a todo o mundo”.

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