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Cultura

Alunos no ensino superior aumentam para 269 mil em 2015

Mais de 269 mil estudantes regressam esta segunda-feira às aulas nas instituições de ensino superior em Angola, num ano lectivo marcado pelo alargamento dos cursos de medicina às províncias do Uíge e do Cuando Cubango.

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O anúncio sobre os novos cursos foi feito pelo vice-Presidente angolano, Manuel Vicente, na cerimónia de abertura do ano escolar no subsistema de ensino superior, que decorreu hoje em Luanda. Além dos dois novos cursos de medicina, em 2015 há ainda a estreia das licenciaturas em Engenharia Florestal na província de Cabinda e de Engenharia Agrária no Cuando Cubango.

As 62 instituições de ensino superior angolanas, públicas e privadas, disponibilizaram para este ano letivo 111.290 vagas, pelo que a estimativa apresentada hoje pelo Governo aponta para um total de 269.042 estudantes neste nível de ensino em 2015. De acordo com dados divulgados pelo Governo angolano em 2014, mais de 217 mil alunos frequentavam então o ensino superior.

Na abertura do novo ano lectivo, Manuel Vicente apontou o objectivo de "melhoria permanente da qualidade" nas universidades angolanas, ao nível da formação, investigação científica e da promoção do sucesso académico. Para 2015, disse ainda, mantém-se a atribuição de bolsas "nos níveis previstos", de cerca de 8000 para estudos internos e 1200 no exterior do país.

De acordo com o vice-Presidente angolano, estão actualmente "em fase final de apreciação para aprovação" os instrumentos reguladores do subsistema do ensino superior. "Designadamente as políticas e as medidas para a reforma e melhoria da gestão e da qualidade, as normas gerais reguladoras, o estatuto da carreira e o estatuto remuneratório do docente, bem como o regulamento da prova pública de aptidão pedagógica e científica", explicou Manuel Vicente, na intervenção de abertura.

Além disso, apontou, encontram-se já em elaboração outros diplomas legais para regular matérias como o financiamento, o reconhecimento de estudos feitos no estrangeiro e a homologação dos estudos feitos no país. Também ao nível da implementação de sistemas de garantia de qualidade, de normas gerais curriculares e pedagógicas, no ensino à distância, na atribuição de graus e títulos académicos, nas parcerias público-privados e sobre a avaliação de desempenho dos docentes.