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Banca e Seguros

Presidente do Millennium acredita que “a economia angolana sairá reforçada” no final da crise

O presidente da comissão executiva do Banco Comercial Português - Millennium BCP – antecipou um “ano difícil” em Angola, que obrigará a economia a ajustar-se. No entanto, considerou também que a economia poderá sair vencedora do período de crise.

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Nuno Amado, afirmou que seria “melhor para todos se o preço do crude fosse diferente”, antecipando um ano particularmente exigente para a economia angolana, que obrigará a alguns ajustes. No entanto, refriu que ainda assim acredita ser possível “que no fim desta crise a economia angolana saia mais reforçada através de uma maior componente da produção interna e uma menor componente da importação, o que é saudável” especialmente para o Millenium que tem “uma presença forte em Angola”.

Em relação à situação do banco, afirmou que actualmente “não há dificuldades para créditos” a empresas com projectos bons e razoáveis, sendo que o objectivo do Millenium é ser um banco de clientes, apoiando o crescimento da economia. “Neste momento não há dificuldades para o crédito para os procjetos bons e para os razoáveis, o preço está hoje em dia perfeitamente normalizado num conjunto de segmentos”, assinalou o responsável na conferência de encerramento das Jornadas Millennium Empresas, em Portugal, onde apelou aos empresários para testarem o banco.

Amado lembrou que aquele banco “ultrapassou a fase mais difícil que teve”, estando atualmente “preparado para apoiar de forma definitiva os portugueses” já que “não há um país com sucesso sem empresas de sucesso” que “precisam de apoio bancário adequado”. O responsável disse mesmo que o Millenium quer “voltar a ser o banco de referência de Portugal”, um “banco de clientes” que apoia o “crescimento da economia” de forma “eticamente irrepreensível”.

Questionado no final sobre a hipótese de venda de capital da Polónia para equilibrar a situação financeira, respondeu: “há muitas hipóteses”, acrescentando que “em função da evolução dos próximos meses nós analisaremos todas as hipóteses e tomaremos as decisões. Não há nada decidido. Temos quatro mercados ‘core’ que são conhecidos – Portugal , Polónia, Moçambique e Angola – que se mantêm”.