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Chuva de críticas em torno dos testes pós-desembarque. Passageiros queixam-se da falta de troco

Têm chovido críticas acerca do pagamento de 11.278,18 kwanzas pelo teste pós-desembarque, que só entrou em vigor esta Quarta-feira. Entre a lista de reclamações dos passageiros que chegam ao Aeroporto 4 de Fevereiro constam a falta de troco e demoras no processo de pagamento e recebimento de dinheiro.

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De acordo com o Novo Jornal, que esteve no terminal de chegadas do aeroporto, a maior queixa diz respeito à falta de troco. Os passageiros têm pago o teste em moeda estrangeira, mas a falta de divisas tem dificultado o processo de recebimento de troco.

Elzeviriano Coelho e Sadrick António, vindos de Portugal e da Turquia, respectivamente, são dois dos passageiros afectados. Pagaram o teste com 20 euros, mas acabaram por ser notificados de que não teriam direito a troco por falta de moedas de valor mais pequeno.

Já outro passageiro reclamou do tempo de espera pelo troco. O cidadão, que não tinha kwanzas, pagou com 50 dólares, tendo ficado muito tempo à espera para receber o troco: "penso que isto é um negócio ou então querem aproveitar-se das pessoas impacientes, porque na hora do troco em dólares ou euros é um problema", disse.

Segundo o Novo Jornal, a testagem tem sido rápida, mas muitos cidadãos estão frustrados com a obrigação do pagamento do teste, uma exigência do Governo de Angola que não se verifica noutros países na altura do desembarque.

Além disso, o tempo para abandonar o aeroporto também se estende. Por isso, um dos passageiros propôs a adopção de um novo sistema, onde seja possível pagar pelo teste de forma prévia, recorrendo a sistemas como a transferência bancária, entre outros.

Em declarações ao Novo Jornal, Humberto Jorge, vindo da Turquia, indicou que viajou para vários países europeus e não lhe foi imposta a realização de teste pós-desembarque.

"Inicialmente fiz o teste antes da partida e por onde passei apenas mostrava o resultado no aeroporto, sem complicações. Infelizmente, já no voo para Angola é que nos informaram que temos de fazer um novo teste e de o pagar", contou.

Já o angolano Francisco Garcia considerou que a medida "não tem lógica", uma vez que fez teste antes de embarcar para Angola. "Não tem lógica. Para isso que cancelassem a obrigatoriedade do teste em Portugal, no dia 3, para virmos fazer um único teste aqui em Luanda. Assim, temos de pagar dois serviços", indicou.

Houve ainda queixas relativas ao certificado de vacinas nacional. Vários passageiros reclamaram da validade do certificado angolano no estrangeiro: "Os nossos certificados digitais de vacinas não são válidos lá fora porque o código de barras não é reconhecido".

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