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UNITA diz que encerramento do ZAP Viva foi uma medida “política e revanchista”

A UNITA solidarizou-se com os trabalhadores afectados pelo encerramento do canal ZAP Viva e considerou que a medida que levou a este desfecho foi “política e revanchista”.

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A posição do Secretariado da Comunicação e Marketing da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) foi dada a conhecer esta Quarta-feira, um dia depois do encerramento do canal ter sido noticiado por vários sites angolanos, embora a ZAP, já questionada pela Lusa, não tenha feito nenhuma comunicação oficial sobre esta matéria.

Na Terça-feira, a empresária e também filha do anterior Presidente, Isabel dos Santos, detentora da ZAP, mas que viu as suas participações sociais na operadora arrestadas em Dezembro de 2019 por decisão do Tribunal.

Em causa estará o despedimento de mais de duas centenas de trabalhadores do Canal ZAP Viva, suspenso em Angola desde 21 de Abril na sequência de uma decisão do Ministério das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, que alegou "inconformidades".

Para o Secretariado da Comunicação e Marketing a medida de encerramento do Canal ZAP Viva "é fundamentalmente política e revanchista" e o Governo está a estimular com um acto "desproporcional" as dificuldades das famílias.

"Num contexto de extremas dificuldades vividas pelas famílias angolanas, agravadas pela incapacidade de o executivo corporizar medidas económicas e sociais, tendentes a minimizar o sofrimento das populações e dos trabalhadores, o Governo estimula por ato negligente, desproporcional, de má-fé e falta de solidariedade para com os trabalhadores e seus dependentes, o agravamento da já difícil situação das famílias", lamenta a UNITA.

O canal ZAP Viva, que estava suspenso em Angola desde Abril do ano passado, vai encerrar e despedir centenas de funcionários, sendo o segundo canal a fechar portas na sequência da decisão do ministério, depois da Vida TV, que pôs fim às suas actividades em julho de 2021, deixando no desemprego mais de 300 profissionais.

A notícia foi avançada pelo portal PlatinaLine, segundo o qual os trabalhadores foram demitidos devido ao longo tempo de inoperância do canal em território nacional, já que se mantinha apenas a emissão em Portugal e em Moçambique.

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