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Glamping Point: “O nosso público-alvo é aquele que gosta de novas aventuras”

Localizado na península do Mussulo, o Glamping Point é ideal para quem gosta de acampar. Já com as tendas montadas, este hotel pode ser o sítio perfeito para quem quer tirar uns dias para relaxar. O VerAngola esteve à conversa com os criadores do hotel para perceber melhor o seu conceito.

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O vosso conceito baseia-se na ideia de proporcionar aos hóspedes uma experiência de acampamento mais luxuoso. Como surgiu a ideia?

Eu e o marido (na altura namorado) na juventude adorávamos acampar na língua do Mussulo, com uma tenda, um saco-cama, caixa térmica, um fogareiro adaptado e ficávamos semanas a fio.

Entretanto, com a idade e os filhotes deixámos de o fazer... E foi surgindo pelo mundo fora, um conceito novo, super interessante, que era basicamente a junção de acampar com o conforto de um quarto convencional, e em alguns casos o luxo inerente a um quarto de hotel.

Adorei imediatamente a ideia e fui seguindo o conceito, fui pesquisando, fui amadurecendo a ideia, fui fazendo planos e... surgiu o Glamping Point!

Além das tendas luxuosas também disponibilizam uma cozinha para os hóspedes cozinharem as suas próprias refeições. Porque decidiram criar isso? Para proporcionar toda a experiência de acampar?

Em parte foi para oferecer uma experiência mais "real" de um acampamento, mas também, para não impor aos nossos hóspedes um menu, como acontece geralmente nos resorts.

Dar a possibilidade a uma família, de sair de fim-de-semana e não deixar metade do salário em alimentação.

Darmos a possibilidade ao hóspede de ter o poder de escolha, do que vai comer, quando comer e, gastar menos!

Uma vez que o conceito é diferente dos hotéis habituais, e que os hóspedes têm liberdade para cozinhar as suas refeições e dormir numa tenda, como funcionam os bastidores do hotel?

O mais complicado no nosso sistema é a manutenção das tendas. As tendas requerem manutenção constante, diária, ao contrário dos quartos em alvenaria ou madeira (que também requerem manutenção, mas como menos frequência).

Também se tem mostrado bastante complexa, a "ideia pré-definida de resort" e a constante comparação com os existentes no mercado.

Não somos um resort, somos um GLAMPING, onde os nossos serviços e amenidades são diferentes dos demais... até porque sempre foi essa a ideia, SERMOS DIFERENTES!

Acredito que o conceito do hotel tenha sucesso. O feedback que recebem é positivo? As pessoas prometem voltar e elogiam o conceito?

Na realidade, tem tido uma óptima aceitação, temos recebido um feedback bastante positivo.

Claro que há sempre "aquela ideia pré-estabelecida de resort" que falei anteriormente. Mas sim, com dois anos já fidelizamos 40 por cento da nossa clientela. Vieram para conhecer, gostaram, e tornaram-se clientes da casa!

A ideia para o hotel teve alguma influência em outros hotéis?

Fizemos uma pesquisa exaustiva do conceito, existem vários tipos de Glampings pelo mundo fora, há os Glampings de luxo, que se equiparam a hotéis de cinco estrelas, há os mais terra a terra, com casas de banho partilhadas e sem climatização e acabámos por ser influenciados por cada um deles, e adaptar à nossa realidade, às nossas necessidades e clima. Assim nasceu o nosso glamping!

Qual é o vosso público-alvo? Portugueses, angolanos, quem é que frequenta mais o hotel?

O nosso público-alvo, é na realidade, aquele que gosta de novas aventuras, que está aberto a novas experiências, que está disposto a fazer eco-turismo e turismo social, aqui damos ênfase à interactividade e socialização entre os hóspedes e a casa.

Temos tido uma frequência bem variada. Nacionais e estrangeiros, famílias, casais, grupos de amigos, com uma faixa de idades bastante alargada - entre os 18 e os 60 anos.

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