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Saúde

Coronavírus: Passageiros que chegam a Luanda já estão a ser rastreados

A entrada de passageiros no Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, em Luanda, está a ser rastreada para prevenir a introdução do Coronavírus através da medição de temperatura e preenchimento de formulários, revelou a ministra da Saúde.

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“Estamos a instalar no Aeroporto 04 de Fevereiro, nas áreas de desembarque, equipamentos de medição da temperatura”, ou seja termómetros com tecnologias sofisticadas que conseguem detectar aumento da temperatura corporal à distância, disse Sílvia Lutucuta, à margem de uma reunião de alto nível entre o Governo e o Fundo Global, parceiro do Estado na prevenção e tratamento do VIH/SIDA, malária e tuberculose.

“No aeroporto 04 de Fevereiro e outros, estamos a passar a mensagem à população de quais são os sinais de alerta - febre muito elevada, dificuldade respiratória, tosse – e que cuidados devem ter”, continuou a ministra, adiantando que o despiste está a ser também feito através do preenchimento de fichas, “que serão de notificação se houver alguma situação de alerta”.

Segundo números divulgados no ano passado pelo Jornal de Angola, viviam no país cerca de 260 mil chineses (2019), sendo que Angola é considerado o segundo maior parceiro comercial da China, onde surgiu o vírus, na cidade de Wuhan.

As medidas aplicam-se, no entanto, a cidadãos provenientes de vários países. “Os casos não se registam só na China, temos casos na Europa, na América e vários países da Ásia e então as medidas têm de ser iguais para todos”. Todas as pessoas que entram em Angola são sujeitas ao controlo da temperatura e preenchem uma ficha em que além dos dados pessoas de identificação, deverão indicar se têm algum destes sintomas, indicou a responsável da pasta da Saúde.

Além das medidas que estão a ser tomadas nos aeroportos, está também “a ser dada formação aos profissionais” de saúde e reforçadas as medidas de vigilância local, nas fronteiras, nas estações de comboios, nos autocarros e em todos os locais de grande aglomeração de pessoas.

Nos hospitais estão também a ser criadas áreas de isolamento para isolar e tratar casos suspeitos, disse ainda Sílvia Lutucuta.

Numa circular enviada, na Sexta-feira, aos directores provinciais de saúde e directores de hospitais nacionais, a Direcção Nacional de Saúde Pública (DNSP) informou que não se registava até ao momento nenhum caso suspeito da doença em Angola, mas alertava para o “risco evidente de introdução do Coronavírus” devido ao grande movimento migratório.

A DNSP decretou, por isso, um conjunto de medidas de prevenção e controlo da situação epidemiológico incluindo notificação imediata de casos e óbitos suspeitos, recomendações relactivas ao manuseamento de doentes e encaminhamento de casos suspeitos para o hospital de referência.

Cientistas da Universidade de Hong Kong (HKU) alertaram para uma disseminação acelerada do Coronavírus, que já matou oficialmente 80 pessoas na China e infectou outras 2744 pessoas.