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Saúde

Registados mais de 1000 casos de lepra em 2019

As autoridades sanitárias angolanas mantêm controlada a lepra, doença que em 2019 registou 1018 casos, menos 52 comparativamente ao ano anterior, divulgou o coordenador do Programa Nacional de Controlo da Lepra.

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Ernesto Afonso, que falava no âmbito da comemoração, no domingo, do Dia Mundial da Lepra, disse que Angola mantém baixa a taxa de prevalência (0,38 por cento) da doença, ou seja, o registo de menos de um caso por dez mil habitantes, conforme estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Segundo o responsável, Angola eliminou a doença como problema de saúde pública, em 2005, mas o registo de novos casos é uma preocupação, salientando que os 1018 casos estão em fase de tratamento.

O coordenador do Programa Nacional de Controlo da Lepra, citado pela Angop, disse que em 2019, do total de casos, 145 apresentavam já deformidades visíveis, 450 foram curados e 81 abandonaram o tratamento.

Apesar de Angola se encontrar na lista de países em vias de erradicação da lepra, a doença tende a ressurgir, face à fragilidade do controlo, nomeadamente a fraca cobertura geográfica dos serviços, agravada pela inexistência qualitativa e quantitativa de supervisão.

A falta de preparação técnica dos profissionais envolvidos na gestão do programa, a taxa de cura abaixo dos 80 por cento, bem como o diagnóstico e tratamento tardio de casos e as deformidades de grau dois em crianças e mulheres são também alguns dos entraves à erradicação da lepra.

“Temos trabalhado bastante para a sua eliminação, ou atingir zero deformidades, mas ainda assim consideramos elevados os casos registados, o que quer dizer que o doente quando aparece na consulta não pode apresentar deformidades, se assim for torna-se um indicador que contribui para que o país seja considerado de alta carga da doença”, disse.

Angola conta com 92 unidades de saúde com tratamento para a lepra, sendo as províncias com mais afectadas o Huambo, Cuanza Sul, Huíla, Luanda, Moxico e Lunda Norte.