Ver Angola

Política

João Lourenço exonera ministro da Economia. Sérgio dos Santos fica com a pasta

O Presidente da República exonerou esta Terça-feira - através de decretos presidenciais - o ministro da Economia e Planeamento e o governador da província do Cunene.

:

Em detrimento de Manuel Neto da Costa, Sérgio de Sousa Mendes dos Santos assume funções como titular da pasta da Economia e Planeamento. Antes desta nomeação, ocupava o cargo de secretário da Estado para a Economia.

De acordo com uma nota de imprensa da Casa Civil do Presidente da República, citada pela Angop, João Lourenço nomeou ainda Sérgio Leonardo Vaz para comandar os destinos da província do Cunene. Até aqui o cargo era ocupado por Virgílio da Ressurreição Tyova.

Também Abrahão Pio dos Santos Gourgel se viu esta Terça-feira exonerado do cargo de Presidente do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento Angolano (BDA). EM sua substituição foi nomeado Henda Essanju Inglês. 

Economista diz que novo ministro revela instabilidade governativa

O economista angolano Precioso Domingos considerou a nomeação de um novo ministro da Economia e Planeamento um sinal de “alguma instabilidade governativa”.

Em declarações à agência Lusa, Precioso Domingos reagia à exoneração de Manuel Neto da Costa do cargo de ministro da Economia e Planeamento, para o qual foi nomeado Sérgio de Sousa Mendes dos Santos.

Para Precioso Domingos, tal como o Presidente da República tem um mandato de cinco anos, “era importante que ele tivesse muito cuidado também ao selecionar os seus auxiliares, de forma a estes terem um mandato”.

“Por outro lado, o Presidente da República deixa as pessoas que nomeia muito confusas, quando não são definidas metas, não é dito o que é que se espera dos titulares ministeriais”, frisou, exemplificando que o antigo ministro foi exonerado, mas “não se disse, do ponto de vista da performance, o que é que ele terá falhado e, entretanto, do nomeado o que é que se espera”.

Precioso Domingos apontou ainda que o problema da economia nessa altura, quer do Ministério da Economia e Planeamento, quer de outro, “não está nas pessoas em si apenas”, que devem ter “talento, capacidade, currículo vitae, histórico”, mas está na arquitetura da equipa económica, dos órgãos ou das instituições económicas, “que não ajuda”.

“Não estou a ver o novo ministro a ser muito diferente ou a ser uma mais-valia comparativamente ao antigo, porque o Ministério da Economia tem um grande problema, há muita fragmentação”, salientou.