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Endiama facturou 1,3 mil milhões em 2019, mais 10 por cento que no ano anterior

A Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) facturou cerca de 1,3 mil milhões de dólares em 2019, mais 10 por cento do que no período homólogo, beneficiando da comercialização de ‘stocks’ que compensaram a redução do preço médio.

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Os dados foram divulgados em conferência de imprensa pelo presidente do Conselho de Administração (PCA) da diamantífera estatal, José Manuel Ganga Júnior, que transmitiu a ambição de colocar a Endiama entre os três maiores produtores mundiais de diamantes, a par da russa Alrosa e da De Beers, destacando o potencial forte de recursos minerais de Angola.

“Precisamos de descobrir e encontrá-los”, salientou, afirmando que a Endiama está a trabalhar na definição do plano estratégico e de negócios num horizonte até 2022.

Afirmou ainda que os estudos apontam para um crescimento anual da procura de diamantes, mas que as metas do executivo “são bastante desafiadoras” num cenário de descida de preços.

Em 2019, verificou-se uma redução de 7 por cento do preço médio dos diamantes, que chegou a baixar 20 por cento em algumas minas, “sobretudo aquelas em que os diamantes não são assim tão jóia”, indicou.

Em 2019, a produção industrial recuperou 9.086.659,54 quilates, ficando 4,8 por cento abaixo da produção prevista.

As vendas alcançaram 1263 milhões de dólares, representando um aumento de 10 por cento na produção comercializada que resultou numa receita adicional de 34,7 milhões de dólares em relação ao ano anterior.

Para 2020, a Endiama espera aumentar os proveitos para 1658 milhões de dólares e ultrapassar os 2 mil milhões de dólares em 2022.

Com um passivo estimado em 525 milhões de dólares, Ganga Júnior afirmou que a dívida da empresa está a ser analisada, caso a caso, considerando que esta é “uma questão dinâmica”, cujo valor não está fechado porque nem toda resulta diretamente da empresa.

“A dívida com responsabilidade direta da Endiama será menos de 50 milhões”, estimou, adiantando que o passivo está a ser re-analisado e que a empresa está a definir as melhores formas de saneamento, consoante os casos.

A Endiama conta com 79 concessões mineiras, das quais duas em fase de concurso público internacional.

Trabalham actualmente no sub-sector mineiro cerca de 12.200 trabalhadores, dos quais quase 500 pertencem à diamantífera que tem em curso 12 projectos em prospceção, sete de kimberlitos (rocha que contém os diamantes) e 13 secundários.